A Ucrânia desenvolveu uma das indústrias de defesa mais competitivas do mundo graças à experiência adquirida a combater a invasão em larga escala da Rússia, afirmou o primeiro-ministro estónio, Kristen Michal.
O primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, assinaram um novo acordo com o objetivo de alargar a colaboração em matéria de drones, tecnologia militar e indústria de defesa, numa altura em que os aliados europeus procuram tirar maior partido da experiência de Kiev no campo de batalha.
O acordo, assinado na terça-feira à margem da cimeira da NATO em Ancara, irá aprofundar a cooperação entre as indústrias de defesa da Estónia e da Ucrânia, incluindo a troca de conhecimentos especializados em tecnologia de drones, cibersegurança, tecnologias da informação e inovação militar.
“A Ucrânia desenvolveu uma das indústrias de defesa mais competitivas do mundo” através da sua experiência na luta contra a invasão da Rússia, afirmou Michal, argumentando que uma cooperação mais estreita “beneficiará a nossa capacidade de defesa, a indústria de defesa e a Ucrânia”.
Os produtos de defesa têm estado “até agora sujeitos a restrições de exportação muito rigorosas”, afirmou Michal num comunicado de imprensa. Ao abrigo do acordo, a Ucrânia “está pronta” para exportar produtos de defesa para a Estónia, um país báltico com 1,3 milhões de habitantes, enquanto a Estónia poderá adquirir capacidades desenvolvidas pela Ucrânia ou colaborar com empresas ucranianas na produção conjunta de sistemas adaptados às necessidades das Forças de Defesa da Estónia.
“É importante para a Estónia gerar o máximo de capacidade de combate possível com cada euro e, sempre que possível, preferimos também a produção local”, acrescentou.
O acordo permitirá que empresas conjuntas iniciem produção na Estónia e na Ucrânia, com Kiev a fornecer as autorizações de exportação necessárias para determinadas tecnologias, acrescentou o ministro da Defesa estónio, Hanno Pevkur.
Segundo o governo, o acordo não prevê compromissos financeiros específicos por parte do Estado estónio.
O entendimento surge numa altura em que os países europeus procuram cada vez mais uma cooperação mais estreita com a Ucrânia no domínio industrial da defesa, sobretudo em áreas como drones, guerra eletrónica e tecnologias de campo de batalha, em que as empresas ucranianas acumularam ampla experiência na guerra contra a Rússia.