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Embaixador da Ucrânia junto da UE pede alargamento centrado no conteúdo e não nos rótulos

Vsevolod Chentsov, chefe da missão da Ucrânia junto da União Europeia
Vsevolod Chentsov, chefe da Missão da Ucrânia junto da União Europeia Direitos de autor  Euronews
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De Luca Bertuzzi
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O embaixador ucraniano na UE, Chentsov, defende que as negociações de alargamento se devem focar no conteúdo e não em rótulos, enquanto Kiev tenta acelerar o processo de adesão.

Integrar gradualmente a Ucrânia na UE é uma boa forma de garantir que os benefícios do alargamento cheguem mais cedo, mas o foco deve estar no conteúdo e não nos rótulios, afirmou à Euronews o embaixador de Kiev em Bruxelas.

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Nas últimas semanas, várias capitais europeias têm apresentado uma série de ideias para reformar o processo de adesão à UE, incluindo uma proposta do chanceler alemão, Friedrich Merz, para um "estatuto de membro associado" que incluiria garantias de segurança.

Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, tem insistido que a Ucrânia merece adesão plena, não qualquer forma de participação parcial.

“Não nos concentremos no rótulo, concentremo-nos no conteúdo”, afirmou na segunda-feira à Euronews Vsevolod Chentsov, chefe da Missão da Ucrânia junto da União Europeia.

Chentsov salientou que não é apenas a Alemanha, mas outros Estados-membros e a Comissão Europeia também estão a estudar formas de integrar gradualmente a Ucrânia no bloco.

“A ideia é boa, porque precisamos de aprofundar a nossa parceria, a cooperação económica e o quadro institucional. Há várias propostas para aproximar a Ucrânia. Só temos de trabalhar em conjunto para garantir que a Ucrânia sente já, nesta fase, os benefícios do alargamento”, afirmou.

Na semana passada, a Ucrânia e a Moldova assinalaram outro marco no processo de alargamento, depois de todos os países da UE terem acordado avançar com o segundo dos seis grupos de capítulos de adesão, embora a confirmação formal só esteja prevista para 14 de julho.

A Ucrânia e a Comissão passaram as últimas semanas a pressionar para abrir de uma só vez todos os grupos de capítulos ainda em falta, argumentando que o trabalho preparatório já foi feito enquanto o pedido de adesão de Kiev esteve bloqueado pelo então primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Desde que Orbán foi afastado do poder, em abril, numa vitória esmagadora de Péter Magyar, Budapeste tem mostrado, ainda que lentamente, maior abertura para avançar, mas resiste a acelerar demasiado o processo por razões internas.

“Estamos prontos para abrir hoje todos os grupos de capítulos de adesão à UE”, afirmou Chentsov. “Não vemos qualquer razão para manter este processo em suspenso. Precisamos de avançar o mais depressa possível.”

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