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Ex-ministro Szijjártó Péter deixa parlamento húngaro e junta-se à BYD

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Imagem ilustrativa (Péter Szijjártó em Bruxelas, em março de 2026)
Imagem meramente ilustrativa (Péter Szijjártó em Bruxelas, em março de 2026) -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Malek Fouda & Greta Ruffino
Publicado a •Últimas notícias
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O antigo ministro húngaro do Comércio Exterior e dos Negócios Estrangeiros anunciou na quarta-feira, no Facebook, que abandona a política e passa a dirigente de topo na construtora automóvel chinesa BYD.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, renunciou ao seu lugar no parlamento e assumiu um cargo executivo na fabricante chinesa de automóveis elétricos BYD.

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Szijjártó, que ocupou o cargo de chefe da diplomacia húngara durante quase 12 anos sob o mandato do antigo primeiro-ministro Viktor Orbán, escreveu no Facebook que tinha recebido «uma proposta de grande prestígio» da principal fabricante mundial de carros elétricos «para ocupar um cargo internacional».

«A BYD é uma das maiores histórias de sucesso da indústria automóvel dos últimos 20 anos», escreveu Szijjártó. «A partir de hoje, continuarei a trabalhar como responsável pelas relações externas do grupo e pelo desenvolvimento de novas linhas de negócio.»

Szijjártó perdeu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros depois do líder da oposição, e agora primeiro-ministro, Péter Magyar, ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições contra o partido Fidesz, de Orbán, em abril.

Desde então, Szijjártó tem estado ausente na maioria das votações parlamentares e raramente aparece em público ou publica nas redes sociais. Ocupa um lugar no Parlamento desde 2002.

O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, e a sua esposa votaram durante as eleições gerais em Dunakeszi, na Hungria, no domingo, 12 de abril de 2026
O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, e a sua esposa votaram durante as eleições gerais em Dunakeszi, na Hungria, no domingo, 12 de abril de 2026 Zoltan Kocsis/MTI - Media Service Support and Asset Management Fund

Em 2023, Szijjártó anunciou que a BYD, sua atual entidade patronal, iria abrir a sua primeira fábrica europeia na Hungria — permitindo ao conglomerado contornar os direitos aduaneiros da União Europeia sobre os veículos elétricos chineses, impostos para proteger o setor automóvel nacional do continente.

Enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Hungria, desempenhou um papel central nas negociações com a BYD para trazer a fábrica para a Hungria e afirmou, na altura, que a decisão surgiu após 224 rondas de negociações entre a empresa e o governo húngaro.

Szijjártó classificou o projeto como «um dos maiores investimentos da história económica da Hungria» e afirmou que o governo iria conceder incentivos financeiros à BYD para a construção da fábrica.

Fabricantes automóveis globais e startups do setor dos veículos elétricos apresentaram novos modelos e protótipos no maior salão automóvel da China, em Pequim, na quinta-feira
Fabricantes automóveis globais e startups do setor dos veículos elétricos apresentaram novos modelos e protótipos no maior salão automóvel da China, em Pequim, na quinta-feira Ng Han Guan/Copyright 2024 The AP. All rights reserved

Enquanto estiveram no cargo, Szijjártó e Orbán opuseram-se às tarifas da UE sobre os produtos chineses e procuraram angariar investimentos significativos de Pequim, inaugurando uma série de fábricas chinesas de baterias para veículos elétricos em todo o país.

O governo de Orbán e Pequim também desenvolveram em conjunto um corredor ferroviário entre a Hungria e a Sérvia, que faz parte da iniciativa comercial global chinesa «Belt and Road».

Tensões comerciais entre a UE e a China

O anúncio surge num contexto de tensões comerciais crescentes entre Bruxelas e Pequim, tendo esta última ameaçado repetidamente retaliar contra as medidas da UE destinadas a proteger o seu mercado do excesso de capacidade chinesa.

A UE enfrenta um défice comercial crescente com a China, que, em todo o bloco, atingiu o recorde de mil milhões de euros por dia, e o diálogo com Pequim tornou-se uma prioridade máxima para Bruxelas.

No final de junho, o comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, afirmou que Bruxelas procuraria alcançar resultados «tangíveis» através do diálogo com a China até outubro.

No entanto, tem sido questionado até que ponto esse prazo é exequível. O eurodeputado alemão Bernd Lange (S&D), presidente da Comissão do Comércio do Parlamento Europeu, afirmou que o prazo de outubro estabelecido pela Comissão Europeia nas negociações comerciais com a China «não era de todo realista» se a UE pretendesse um acordo vinculativo.

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