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Morreu o cantor Luís Represas

O líder da independência de Timor-Leste, Xanana Gusmão, ao lado do popular cantor português Luís Represas
O líder da independência de Timor-Leste, Xanana Gusmão, ao lado do popular cantor português Luís Represas -  Direitos de autor  CHARLES DHARAPAK/AP
Direitos de autor CHARLES DHARAPAK/AP
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O artista português morreu aos 69 anos, vítima de doença prolongada.

Luís Represas morreu esta quarta-feira aos 69 anos. A morte do artista foi confirmada pela agência Sons em Trânsito, num comunicado citado pela RTP.

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O cantor terá sido vítima de doença prolongada. De acordo com a nota, o artista português, que assinalava 50 anos de carreira este ano, tinha programado "momentos inesquecíveis com O Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações".

Luís Represas começou como vocalista dos Trovante, em 1976, com êxitos como “Perdidamente”, “Saudade” e “125 Azul”.

Após a separação do grupo, em 1992, o músico iniciou a sua carreira a solo. O cantor e compositor é responsável por canções como “Feiticeira”, “Da Próxima Vez”, “Ao Canto da Noite” e "Timor", tendo ainda colaborado com vários artistas de renome como José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Jorge Palma e até Phil Collins.

Além da vida artística, o artista também se destacou na luta pela causa timorense, tendo sido condecorado com a Medalha da "Ordem de Timor-Leste” pelo presidente Taur Matan Ruak. Em 2005 recebeu a Ordem de Mérito - grau de Comendador, atribuída a 10 de junho de 2005 pelo então presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio.

O velório do músico está marcado para quinta-feira, 23 de julho, na Basílica da Estrela, em Lisboa, segundo informou fonte da agência do cantor à agência Lusa. O local será aberto ao público entre as 16h00 e as 22h30. O funeral acontece na sexta-feira, num momento reservado à família.

"Partiu o homem. Ficou a voz"

O presidente da República prestou homenagem ao cantor português: "Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão". Numa nota deixada no site da Presidência da República, António José Seguro reforçou que, apesar da partida do cantor, a voz permanecerá na memória dos portuguess.

"Há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo", é possível ler-se no comunicado. "A partida do Luís Represas não encontrará silêncio", reforçou o chefe de Estado.

"Partiu o homem. Ficou a voz. Uma voz que soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu. Das praças aos palcos, dos dias de festa aos momentos de recolhimento, o seu talento ensinou-nos que há canções capazes de vencer o tempo."

O primeiro-ministro português também reagiu à morte do artistas. Numa pulicação nas redes sociais escreveu que a morte de Luís Represas "é uma perda para o país e para a nossa cultura".

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