Loader
Encontra-nos
Publicidade

A UE deve vigiar mensagens privadas com o “Chat Control”? Participe na nossa sondagem

Ícone da aplicação WhatsApp
Ícone da aplicação WhatsApp -  Direitos de autor  Martin Meissner/AP
Direitos de autor Martin Meissner/AP
De Leticia Batista Cabanas
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

A iniciativa "Chat Control" da UE, destinada a combater o abuso sexual de crianças, tem gerado polémica ao permitir que as plataformas de mensagens analisem as conversas privadas. A UE deve poder ler as suas mensagens?

Desenvolvido pela primeira vez em 2021 e atualmente em processo de aprovação numa versão mais atenuada, o "Chat Control" é a solução proposta pela União Europeia para combater o material de abuso sexual de crianças (CSAM). Esta solução introduz regras que permitiriam às plataformas de mensagens (aplicações de mensagens, redes sociais e fornecedores de correio eletrónico) analisar as comunicações digitais privadas das pessoas à procura de conteúdos ilegais. A legislação encontra-se atualmente bloqueada, visto o Parlamento Europeu e o Conselho ainda não terem chegado a um acordo sobre um texto final.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Os defensores desta medida argumentam que são necessárias ferramentas digitais automatizadas para proteger as crianças online, mas os defensores da privacidade e os especialistas em segurança alertam que as medidas podem, na prática, legalizar a vigilância em massa.

O processo legislativo divide-se em dois enquadramentos: uma medida transitória (Chat Control 1.0) e um regulamento permanente proposto (Chat Control 2.0). A primeira cria uma derrogação à Diretiva ePrivacy da UE, permitindo que as plataformas, de forma voluntária, analisem comunicações não encriptadas. Já o Chat Control 2.0 é a proposta da Comissão para uma lei permanente e obrigatória.

No centro do debate está a encriptação de ponta a ponta, utilizada pelas aplicações para garantir que apenas o remetente e o destinatário podem ler as mensagens. Para analisar comunicações encriptadas, a lei proposta exigiria que as empresas tecnológicas implementassem a "análise do lado do cliente" ("client-side scanning"), que interceta e analisa as mensagens diretamente no dispositivo do utilizador, antes de serem encriptadas.

As organizações de direitos digitais e os especialistas técnicos alertam para o facto de os filtros automatizados de IA utilizados para estas análises serem pouco fiáveis e propensos a falsos positivos. Fotografias ou mensagens familiares comuns podem ser marcadas como ilegais, o que desencadeia denúncias automáticas às autoridades e põe em causa a presunção de inocência.

Devem os utilizadores dar prioridade à segurança em detrimento da privacidade? Será uma solução baseada em IA suficiente? O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a preencher. Os resultados serão apresentados na cobertura XL em toda a UE, em vídeos, artigos e newsletters, e ajudarão a orientar o nosso trabalho jornalístico à medida que analisamos como a Europa pode consolidar a sua posição na era da inteligência artificial.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Lei "Chat Control" da UE indigna peritos em privacidade

Chat Control 1.0 passa no Parlamento Europeu pela porta do cavalo

UE concorda com uma nova ordem de retorno, períodos de detenção mais longos e centros de repatriamento