Quatro países sul-americanos procuram reforçar a cooperação e atrair investimento, posicionando a região como fornecedor fiável de recursos essenciais para a transição energética.
Chile, Argentina, Bolívia e Peru assinaram esta sexta-feira, em Santiago, uma declaração conjunta para aprofundar a sua cooperação no domínio dos minerais estratégicos. Os quatro países pretendem reforçar o desenvolvimento, a coordenação e o investimento, e consolidar o papel da América do Sul como fornecedora mundial fiável para a transição energética.
O acordo centra-se em recursos como o cobre e o lítio, dos quais os quatro países dispõem de reservas importantes. A declaração prevê ainda procurar apoio técnico e financeiro junto de organismos multilaterais e promover iniciativas conjuntas de investigação, inovação e reforço institucional.
Os governos propõem também aprofundar a cooperação técnica e o intercâmbio de informação e de experiências, de modo a favorecer um desenvolvimento responsável da atividade mineira e criar cadeias de abastecimento mais seguras e sustentáveis. O pacto surge num contexto de crescente procura internacional de minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pelas novas tecnologias.
O ministro chileno da Economia e Minas, Daniel Mas, afirmou que a procura mundial destes minerais poderá aumentar entre 400% e 600% na próxima década, devido ao avanço da transição energética e da inteligência artificial.