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Preços do petróleo sobem com novos ataques dos EUA e Irão

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Vista da refinaria de petróleo de Fos-Lavera, perto de Marselha, no sul de França, quarta-feira, 11 de março de 2026. (Foto AP/Philippe Magoni)
Vista da refinaria de petróleo de Fos-Lavera, perto de Marselha, sul de França, quarta-feira, 11 de março de 2026. (AP Photo/Philippe Magoni) -  Direitos de autor  AP Photo
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De Angela Barnes
Publicado a •Últimas notícias
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Os preços do petróleo subiram na manhã de segunda-feira, com o reacender das tensões no Médio Oriente. Investidores avaliam uma possível subida das taxas de juro nos Estados Unidos.

As bolsas asiáticas recuaram esta segunda-feira, depois de declarações de tom agressivo do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, levarem os investidores a reforçar as apostas numa subida das taxas de juro nos Estados Unidos, enquanto os preços do petróleo disparavam após uma nova escalada na guerra entre os Estados Unidos e o Irão.

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Com a inflação a manter-se teimosamente elevada, em grande medida devido aos custos de energia, o banco central norte-americano está sob pressão para agir e a recusa de Warsh em dar orientações tem alimentado a incerteza.

Num discurso muito aguardado no simpósio de Jackson Hole, que reúne banqueiros centrais e economistas no Wyoming, deixou pouca margem para dúvidas entre os operadores de que está pronto para aumentar os custos de financiamento.

Warsh afirmou: “Temos de estar confiantes de que a inflação subjacente está a aproximar-se do nosso objetivo, de forma clara e a uma velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”.

Classificou o salto da inflação, atualmente em 3,7%, quase o dobro da meta de 2% da Fed, como “preocupante” e disse que seria “difícil” descrever as atuais condições financeiras como “restritivas”, o que pode sinalizar que novas subidas das taxas estão no horizonte.

Mesmo assim, evitou dizer explicitamente que apoiará uma subida, acrescentando: “Estou hoje aqui comprometido com uma disciplina, não com uma decisão”.

Os três principais índices de Wall Street recuaram na sexta-feira. Os rendimentos das obrigações do Tesouro norte-americano de curto prazo, que refletem as expectativas em relação à política monetária, subiram e o dólar valorizou-se face às principais moedas. O ouro, que beneficia de taxas de juro mais baixas, perdeu terreno.

A Ásia seguiu a mesma tendência, com as empresas tecnológicas, que dependem do endividamento para financiar os elevados investimentos em inteligência artificial, a liderarem as quedas. Tóquio, Seul, Hong Kong, Xangai, Taipé e Jacarta fecharam em baixa, enquanto Singapura e Wellington registaram ganhos ligeiros.

Investidores aguardam dados decisivos

A atenção vira-se agora para uma série de dados decisivos nas próximas duas semanas, antes de a Fed tomar uma decisão, com o relatório do emprego previsto para esta semana e o índice de preços no consumidor (IPC) na próxima.

“Se o relatório do emprego estiver em linha com as expectativas e não der à Fed muitos argumentos, o dado-chave para a convicção dos mercados sobre a Fed passará a ser o relatório do IPC subjacente da próxima semana”, escreveu Chris Weston, da Pepperstone.

“A volatilidade implícita em torno desse resultado, nas taxas de juro, nas divisas e nas ações, pode, por isso, ser significativa.”

Estados Unidos e Irão: tensões fazem disparar preços do petróleo

A luta da Fed contra a inflação tem sido dificultada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irão, que tem pressionado em alta os preços do petróleo.

Depois de terem caído durante grande parte da semana passada, os preços voltaram a disparar esta segunda-feira, um dia depois de os Estados Unidos terem anunciado ataques contra lançadores de foguetes iranianos numa pequena ilha no estreito de Ormuz, os primeiros bombardeamentos contra o país num mês.

O ataque levou Teerão a retaliar, atingindo alvos militares norte-americanos na Jordânia. Os dois principais contratos de crude subiram mais de 2% esta segunda-feira.

Esta troca de ataques ocorreu pouco depois de a guerra entre os Estados Unidos e o Irão completar seis meses, numa altura em que as hostilidades vinham a diminuir. A notícia reacendeu preocupações em relação ao conflito, numa altura em que as tentativas e as conversações de paz parecem não levar a lado nenhum e o estreito, por onde passa um quinto do crude e do gás mundial, permanece em grande parte fechado.

Responsáveis norte-americanos prometeram este mês a “asfixia económica” do Irão para forçar a reabertura da via marítima.

“Ormuz volta a ameaçar colocar um suporte nos preços do petróleo, precisamente quando Warsh está a pôr um limite à paciência com a inflação que os mercados julgam existir na Fed”, diz Stephen Innes, da Quintex Intel. “Para os operadores de petróleo, este movimento é mais um lembrete de quão rapidamente o prémio geopolítico pode regressar.

“Os fluxos físicos através de Ormuz melhoraram de forma substancial face aos piores níveis, motivo pelo qual as cotações desceram, mas a mais recente troca de ataques mostra como esse progresso continua frágil e como a questão do transporte marítimo pode voltar rapidamente a dominar as mesas de negociação”.

Outras fontes • AFP

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