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EUA fecham acordo para controlar reservas de petróleo da Venezuela, diz Trump

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Presidente Donald Trump faz gesto de aprovação com o polegar após chegar a bordo do Air Force One, sexta-feira, 28 de agosto de 2026, na Joint Base Andrews, Maryland.
Presidente Donald Trump faz sinal de positivo após chegar a bordo do Air Force One à Base Conjunta Andrews, em Maryland, sexta‑feira, 28 de agosto de 2026 -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Nathan Rennolds
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Trump tem sido claro quanto à ambição de garantir aos EUA o acesso aos depósitos de petróleo venezuelano e instou as petrolíferas a investirem no país sul-americano.

Os Estados Unidos e a Venezuela acordaram os termos de um vasto negócio petrolífero que poderá permitir a Washington assumir o controlo de mais de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas.

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Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, anunciou o acordo na sexta-feira numa publicação na rede social Truth Social, classificando-o como “o maior negócio petrolífero da história mundial”.

“Esta transação histórica MAIS DO QUE DUPLICA as reservas de petróleo norte-americanas, aumenta significativamente o nosso abastecimento de petróleo e vai reduzir substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos”, escreveu, acrescentando que também ajudará a “colocar a Venezuela numa trajetória de enorme sucesso e grande prosperidade”.

Mais tarde, Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela – país com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo –, confirmou o acordo “histórico” num comunicado difundido nas redes sociais.

Segundo Rodríguez, o acordo “prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos” e poderá trazer “mais de 100 mil milhões de dólares em investimento e mais de 209 mil milhões de dólares em impostos para o Estado”.

Trump tem sido, há muito tempo, claro quanto ao desejo de garantir petróleo venezuelano para os Estados Unidos e tem incentivado as petrolíferas a investir no país sul-americano.

Muitas empresas, porém, mantêm-se cautelosas, preocupadas com infraestruturas envelhecidas e com a incerteza política tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela.

Numa publicação na plataforma X, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, saudou o acordo como “uma enorme vitória para os povos americano e venezuelano”.

“Mostra como a ousada política externa do presidente Trump está a gerar vitórias ‘America First’: garantir reservas estáveis e petróleo de baixo custo no nosso hemisfério e baixar os preços da gasolina aqui no país”, escreveu.

“Para o povo venezuelano, este acordo trará quase 100 mil milhões de dólares em investimento privado, apoiará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia venezuelana”, acrescentou Rubio.

Washington tem acompanhado de perto Caracas desde que forças norte-americanas realizaram, em janeiro, uma operação para capturar o antigo líder Nicolás Maduro. Após essa operação, Trump prometeu investir milhares de milhões de dólares na Venezuela e afirmou que empresas dos Estados Unidos reconstruiriam a indústria petrolífera do país.

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