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Europa: Quanto custa ter um bebé e onde os essenciais são mais baratos

Keyshla Rivera sorri ao filho recém-nascido Jesus enquanto a enfermeira Christine Weick apresenta uma “baby box” antes da alta do Hospital Temple, em Filadélfia
Keyshla Rivera sorri ao filho recém-nascido, Jesus, enquanto a enfermeira Christine Weick lhe mostra uma baby box antes da alta do hospital Temple, em Filadélfia Direitos de autor  Copyright 2016 The Associated Press. All rights reserved.
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De Servet Yanatma
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Os produtos essenciais para bebés podem ser muito mais caros nalguns países europeus do que noutros. Face aos salários médios, o preço das fraldas, da alimentação e do vestuário pode representar um forte encargo financeiro para os pais.

A maioria dos pais descreve a chegada de um bebé como um dos momentos mais felizes da vida, mas essa alegria também tem custos. Das fraldas e alimentação aos carrinhos de bebé e à roupa, há uma longa lista de compras de artigos essenciais. A conta pode ser mais elevada do que muitos pais esperam.

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O custo dos artigos essenciais para bebés varia significativamente na Europa. Mas quanto gastam de facto os pais? Que países são os mais caros para produtos de bebé e onde são mais acessíveis face aos salários médios?

A Remitly calculou o custo anual dos artigos essenciais durante o primeiro ano de vida de um bebé, com base nos preços de julho de 2026. O estudo inclui 14 produtos básicos distribuídos por seis categorias:

  • Mudança de fralda (fraldas, toalhitas húmidas, creme para assaduras),
  • Biberões (biberão com tampas),
  • Leite artificial
  • Sono (berço, alcofa ou cesto Moisés, colchão de berço, lençóis ajustáveis, mantas),
  • Transporte (cadeira auto para bebé, carrinho de bebé),
  • Roupa (body ou fato de uma peça, babygrow ou calças, meias).

Nos 38 países europeus, o custo estimado dos artigos essenciais no primeiro ano varia entre 2 813 € no Reino Unido e 6 294 € em Espanha, com uma média europeia de 4 727 €.

Além de Espanha, o custo dos artigos essenciais no primeiro ano ultrapassa os 6 000 € nos Países Baixos (6 140 €), Finlândia (6 066 €), Suécia (6 025 €) e Suíça (6 018 €).

Os custos situam-se entre 5 000 € e 6 000 € no Luxemburgo (5 665 €), Itália (5 609 €), Lituânia (5 563 €), Albânia (5 532 €), Sérvia (5 509 €), Montenegro (5 500 €), Portugal (5 337 €), Eslováquia (5 221 €), Noruega (5 079 €) e Islândia (5 004 €).

Entre as cinco maiores economias, Espanha regista os custos mais elevados, enquanto o Reino Unido tem os mais baixos, com 2 813 €. A Alemanha (4 701 €) e a França (4 393 €) aproximam-se da média europeia.

Os pais na Chéquia (3 211 €), Roménia (3 385 €), Letónia (3 392 €), Croácia (3 661 €), Bulgária (3 804 €) e Bósnia-Herzegovina (3 844 €) enfrentam alguns dos custos de bebé mais baixos em termos nominais, todos abaixo dos 4 000 €.

Turquia (4 023 €), Bélgica (4 084 €), Malta (4 118 €) e Grécia (4 158 €) também se aproximam dos 4 000 €, embora ligeiramente acima desse valor.

Roupa, leite artificial e fraldas concentram maior despesa

A repartição dos custos pelas seis categorias varia bastante na Europa. Em média, a roupa (30,3 %), o leite artificial (25,7 %) e as fraldas (24,5 %) representam as maiores fatias, somando 81 % do total de despesas do primeiro ano.

Nos 38 países, os pais gastam em média 1 465 € em roupa, 1 187 € em leite artificial e 1 152 € em fraldas, o que perfaz um custo conjunto de 3 804 €.

A distribuição varia significativamente de país para país. A roupa representa apenas 16 % dos custos na Dinamarca, contra 52,5 % na Suécia. A sua quota também supera 45 % nos Países Baixos, Finlândia e Irlanda.

O leite artificial corresponde a 10,8 % dos custos na Suécia, mas a 41,3 % na Letónia. A sua proporção é igualmente elevada na Turquia, Dinamarca e Hungria, onde ultrapassa 35 %.

As fraldas representam 12,4 % dos custos na Turquia, contra mais de 36 % na Suíça e na Bélgica.

O gráfico abaixo detalha quanto gastam os pais em cada categoria durante o primeiro ano de vida do bebé.

Custos com bebés pesam no salário médio

Os níveis de rendimento são determinantes na comparação entre países, dada a grande disparidade salarial na Europa. Então, que parte do salário médio anual é gasta em artigos essenciais para bebés no primeiro ano?

A investigação da Remitly comparou o custo dos artigos essenciais com os salários médios em cada país. Foram usadas as estatísticas da Organização Internacional do Trabalho sobre a remuneração média mensal dos trabalhadores por conta de outrem, ajustada à inflação.

A acessibilidade depende igualmente de se ambos os pais trabalham, bem como da fiscalidade e das prestações familiares. Estes fatores podem fazer uma grande diferença, como mostra este artigo da Euronews.

Nos 36 países considerados, os artigos essenciais para bebés representam em média 20,9 % dos salários anuais. A proporção varia entre 5,4 % na Bélgica e 88,8 % na Moldávia.

Na Albânia (66 %), Turquia (45,1 %), Montenegro (45 %), Sérvia (41,4 %), Bósnia-Herzegovina (36,1 %), Portugal (35,7 %) e Hungria (34,7 %), os pais gastam pelo menos um terço do salário médio anual em artigos essenciais para bebés, segundo este cálculo.

Os artigos essenciais para bebés representam menos de 10 % do salário médio anual no Luxemburgo (6 %), Dinamarca (6,7 %), Reino Unido (7,5 %), Noruega (7,6 %), Irlanda (8 %), Suíça (8 %), Alemanha (8,1 %), Áustria (8,2 %), França (8,5 %), Malta (8,9 %) e Países Baixos (9,4 %).

E quanto custam creches e jardins-de-infância?

Este estudo não inclui os custos de jardins-de-infância e creches, que podem representar um encargo adicional significativo para os pais em toda a Europa.

Em 2023, por exemplo, as propinas brutas de cuidados de crianças para dois filhos atingiram 64 211 € na Suíça, enquanto os Países Baixos registaram o valor mais elevado na UE, com 39 229 €, segundo a OCDE. Na Alemanha, o montante foi de apenas 552 €.

Os valores dizem respeito a cuidados prestados em centros, ou seja, apoio à infância fornecido fora de casa em instalações licenciadas. Incluem jardins-de-infância, centros de dia, creches, pré-escolas e grupos geridos por pais, a tempo inteiro ou parcial.

Ao considerar os custos líquidos de cuidados de crianças para dois filhos, o valor é de 10 200 € para uma família com um único rendimento na Suíça e de 27 551 € para um casal com dois rendimentos. No entanto, o apoio público pode reduzir significativamente os encargos das famílias em alguns países, fazendo descer os custos líquidos abaixo dos 5 000 €, como mostra este artigo da Euronews.

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