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Alibaba reforça aposta na IA na Europa com novos centros de dados

Logótipo da empresa tecnológica chinesa Alibaba no seu escritório em Pequim, 10 de agosto de 2021.
Logótipo da tecnológica chinesa Alibaba no escritório da empresa em Pequim, a 10 de agosto de 2021. Direitos de autor  AP Photo/Mark Schiefelbein
Direitos de autor AP Photo/Mark Schiefelbein
De Roselyne Min
Publicado a Últimas notícias
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Alibaba anuncia, na sua conferência anual, novos centros de dados na Europa, um chip de IA mais potente e modelos Qwen muito maiores

A Alibaba vai expandir os centros de dados no estrangeiro para a Europa, anunciou na quarta-feira o gigante tecnológico chinês na sua conferência anual.

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A empresa afirmou que vai “criar as primeiras regiões de cloud” na Finlândia, nos Países Baixos e na Turquia, além de ampliar a rede de centros de dados na Alemanha, em França, nos Emirados Árabes Unidos, na Malásia e em Hong Kong ao longo dos próximos 12 meses.

“Hoje, o volume total de Pensamento de Máquina é inferior a 3% de todo o Pensamento Humano”, afirmou Eddie Wu, CEO do grupo Alibaba.

Estimou que o Pensamento de Máquina poderá um dia atingir uma capacidade mil vezes superior à humana.

“Tendo isso em conta, o nosso objetivo é que, até 2032, a capacidade global de centros de dados operados pela Alibaba Cloud ultrapasse os 20 GW, acompanhando a procura exponencial da indústria por IA”, acrescentou Wu.

A empresa indicou num comunicado que a expansão vai aumentar ainda mais a capacidade de computação global da Alibaba Cloud.

A Alibaba está na linha da frente da indústria de inteligência artificial (IA) da China, com os modelos Qwen entre os modelos de IA mais descarregados em todo o mundo.

Wu referiu na terça-feira que pretende aumentar a capacidade dos seus modelos de IA para entre cinco e dez biliões de parâmetros, o que os tornaria várias vezes maiores do que o maior modelo chinês atual.

China aposta em chips de IA nacionais perante restrições dos EUA

O gigante tecnológico chinês revelou também um novo chip de IA na conferência, que Wu descreveu como “o chip de IA mais potente atualmente na China”.

O novo chip Zhenwu V900 da Alibaba, amplamente considerado como tendo o dobro da capacidade do H20 da Nvidia concebido para a China, surge numa altura em que os Estados Unidos procuram travar os avanços da China na IA.

Os controlos de exportação de longa data de Washington limitaram o acesso a chips avançados, levando Pequim a instar as empresas chinesas a utilizarem alternativas produzidas no país.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente chinês, Xi Jinping, deverão reunir-se em Washington esta semana, com as tensões comerciais, as restrições à venda de chips e as ameaças da IA à segurança nacional previstas para estar no centro das conversações.

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