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EUA reforçam presença militar na Gronelândia após novo acordo de segurança

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Mulheres caminham numa rua em frente a bandeiras nacionais em Nuuk, na Gronelândia, 14 de janeiro de 2026.
Mulheres caminham numa rua diante de bandeiras nacionais em Nuuk, na Gronelândia, 14 de janeiro de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Nathan Rennolds
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Acordo permitirá aos Estados Unidos reforçar presença militar na Gronelândia, modernizando e ampliando a atual Base Espacial de Pituffik e criando novas áreas de defesa em Narsarsuaq e Mestersvig.

O presidente norte-americano Donald Trump assinou um novo acordo de segurança para a Gronelândia com a Dinamarca e o território insular.

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Trump, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, assinaram o acordo à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na terça-feira.

Nos termos do acordo, divulgado online pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, os Estados Unidos poderão reforçar a sua presença militar na Gronelândia através da modernização e ampliação da atual Pituffik Space Base e da criação de novas áreas de defesa em Narsarsuaq e Mestersvig.

O texto prevê ainda que os Estados Unidos tenham “livre acesso e circulação entre” as zonas de defesa em toda a Gronelândia, “incluindo as águas territoriais, por terra, ar e mar”. Aeronaves norte-americanas poderão também sobrevoar e aterrar em qualquer parte do território da ilha, acrescenta.

Trump afirmara anteriormente que o acordo permitiria a Washington assumir o “controlo permanente” da segurança da ilha.

“A partir de agora, nenhum adversário dos EUA poderá ALGUMA VEZ ter uma base na Gronelândia, manter presença militar na Gronelândia ou fazer investimentos sensíveis na Gronelândia sem a nossa autorização escrita expressa”, escreveu numa publicação na plataforma Truth Social, na sexta-feira.

Frederiksen e Nielsen saudaram o acordo, que fica aquém do desejo de Trump de incorporar o território nos Estados Unidos, medida que considerava essencial para a “segurança nacional” norte-americana.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, Frederiksen garantiu que o acordo irá reconhecer “a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo da Gronelândia à autodeterminação”, enquanto Nielsen afirmou que irá “garantir e reforçar a segurança da ilha”.

Os Estados Unidos terão chegado a manter 17 instalações militares e mais de 10 mil soldados na Gronelândia no auge da Guerra Fria. Atualmente, operam apenas uma base na ilha, a Pituffik Space Base, a instalação mais setentrional do Departamento de Defesa norte-americano.

Pituffik é utilizada em missões de alerta de mísseis, defesa antimíssil e vigilância espacial, de acordo com a Força Espacial norte-americana.

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