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Última hora. Maricarmen aceita acordo com imobiliária e regressa a casa após despejo em Madrid

Maricarmen aguarda em casa a chegada da polícia antes de ser despejada da habitação onde residia, em Madrid, Espanha, a 23 de setembro de 2026
Maricarmen aguarda em casa a chegada da polícia antes de ser despejada da habitação onde vivia, em Madrid, Espanha, em 23 de setembro de 2026. -  Direitos de autor  Fernando Sánchez/Europa Press vía AP
Direitos de autor Fernando Sánchez/Europa Press vía AP
De Christina Thykjaer & Euronews en español
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A mulher de 87 anos aprovou o acordo com a Urbagestión, a proprietária, e poderá regressar a casa após a alta, com um novo contrato de oito anos e renda até 30% dos rendimentos líquidos

Maricarmen aceitou o acordo com a Urbagestión e poderá regressar à casa em Madrid onde viveu durante mais de 70 anos, assim que tiver alta hospitalar.

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A mulher de 87 anos deu esta terça‑feira o seu aval ao pacto negociado na segunda‑feira entre os seus representantes e a empresa proprietária da habitação, confirmou a sua advogada, Beatriz Duro. Maricarmen permanece internada no Hospital Gregorio Marañón depois de ter sido despejada na semana passada.

“Está muito contente”, explicou Duro após comunicar à mulher as condições acordadas. O acordo permitirá que Maricarmen volte ao apartamento da rua Alcalde Sainz de Baranda, no distrito madrileno do Retiro, com um novo contrato de arrendamento de oito anos. A renda não poderá ultrapassar 30% dos seus rendimentos líquidos e ficará em cerca de 500 euros mensais, um valor semelhante ao que pagava anteriormente.

O regresso acontecerá quando os médicos lhe derem alta. Os seus pertences continuam na habitação e, segundo explicou a sua advogada, não será necessária uma nova mudança.

Espanha: protestos pela habitação continuam

A solução encontrada para Maricarmen não representa, porém, o fim das mobilizações que o seu caso ajudou a desencadear. O Sindicato de Inquilinas insiste que os protestos vão para além da situação particular da mulher de 87 anos e mantém as suas reivindicações para reforçar a proteção dos inquilinos e evitar casos semelhantes.

A organização considera que a mobilização social foi determinante para garantir que Maricarmen possa regressar à sua casa e reclama agora medidas de âmbito geral contra os despejos e a crise no acesso à habitação.

O acordo relativo a Maricarmen coincide esta terça‑feira com outro desenvolvimento na crise da habitação. O governo spanhol aprovou dois decretos‑lei com novas medidas em matéria de habitação, depois de PSOE e Sumar terem alcançado um acordo ‘in extremis’ após vários dias de negociações e de crescente pressão nas ruas.

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