A Guardia Civil está a investigar o ataque como possível crime de ódio. A vítima sofreu tripla fratura da mandíbula e foi operada após os factos, ocorridos durante as festas de Tavernes de la Valldigna.
As autoridades espanholas detiveram cinco homens pela sua alegada participação na agressão a um jovem de origem marroquina, ocorrida durante as festas de Tavernes de la Valldigna, em Valência, no passado dia 19 de setembro. Dois dos detidos são menores de idade, segundo confirmaram meios de comunicação locais. Os factos estão a ser investigados pela Guardia Civil como possível crime de ódio, devido à alegada motivação racista do ataque.
A vítima sofreu ferimentos graves e teve de ser hospitalizada. O jovem, residente na localidade e trabalhador da construção civil, sofreu uma tripla fratura da mandíbula, que exigiu uma intervenção cirúrgica. Permaneceu internado durante dez dias.
Parte da agressão ficou registada em vários vídeos que, posteriormente, circularam nas redes sociais. As imagens mostram um grupo a perseguir e a agredir o jovem, mesmo quando este já se encontrava caído no chão.
Nas gravações também se ouvem expressões relacionadas com a origem da vítima, incluindo referências a Marrocos. A Guardia Civil analisa estes elementos para determinar se existiu motivação racista, circunstância relevante para uma eventual qualificação dos factos como crime de ódio.
As imagens divulgadas têm sido uma das ferramentas usadas pelos investigadores para tentar identificar os agressores. A delegada do Governo na Comunidade Valenciana, Pilar Bernabé, adiantara esta semana que as autoridades já tinham identificado vários dos alegados participantes.
Os três detidos maiores de idade vão ser presentes a tribunal, enquanto os outros dois detidos, por serem menores, ficam sujeitos ao procedimento correspondente à jurisdição de menores. A investigação continua aberta para determinar o grau de participação de cada um.
A divulgação das imagens da primeira agressão gerou rejeição em Tavernes de la Valldigna. A Câmara Municipal condenou o ocorrido e defendeu que o ataque não reflete a convivência habitual no município. Moradores da localidade participaram também numa concentração para manifestar a sua repulsa perante a violência.