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Austrália cria pacote de leis para travar discurso de ódio e o racismo

Anthony Albanese, Primeiro-Ministro australiano
Anthony Albanese, Primeiro-Ministro australiano Direitos de autor  DEAN LEWINS/AAP IMAGE
Direitos de autor DEAN LEWINS/AAP IMAGE
De Zoltan Siposhegyi
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O ataque terrorista de domingo não só abalou a sociedade, como também a popularidade do governo.

O primeiro-ministro australiano declarou tolerância zero em relação ao discurso de ódio e ao antissemitismo, na sequência do tiroteio de domingo passado na praia de Bondi que causou a morte de 15 pessoas.

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A vítima mais jovem do ataque, com apenas 10 anos, foi enterrada.

"O Procurador-Geral e o ministro da Administração Interna estão a trabalhar num pacote de leis que irá punir severamente aqueles que espalham o ódio e o extremismo", disse o primeiro-ministro Anthony Albanese, que foi acusado pela comunidade judaica australiana de não ter feito o suficiente para travar o antissemitismo durante o início da guerra de Gaza.

A nova reforma criminalizará os líderes religiosos e seculares que incitem ao ódio na Internet ou nas ruas. A nova reforma permitirá também que a Austrália recuse a entrada a qualquer pessoa que tenha ideologias racistas e de exclusão.

Serão igualmente organizadas sessões de sensibilização nas escolas.

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