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Grupo francês TotalEnergies investe 10 mil milhões na Argentina

Javier Milei e a irmã Karina Milei são recebidos pelo presidente francês Emmanuel Macron e pela esposa Brigitte no Eliseu
Javier Milei e a irmã, Karina Milei, são recebidos pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pela esposa, Brigitte, no Eliseu -  Direitos de autor  Photo AP/Christophe Ena
Direitos de autor Photo AP/Christophe Ena
De Nina Borowski
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Em busca de novos capitais para relançar a economia, o presidente argentino foi recebido no Eliseu por Emmanuel Macron, numa visita marcada pelo anúncio de projetos energéticos franceses na Patagónia.

O presidente argentino, Javier Milei, está em Paris para captar novos investidores estrangeiros e foi recebido, esta quinta-feira, no Eliseu por Emmanuel Macron.

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Da visita resultou um anúncio de peso: a TotalEnergies prevê investir perto de 10 mil milhões de dólares na Argentina.

O grupo francês, principal produtor internacional de gás no país, quer desenvolver três projetos já existentes, sobretudo na província de Neuquén, no norte da Patagónia, que alberga uma das maiores reservas de petróleo e gás de xisto do mundo.

Anúncio bem-vindo para Javier Milei, numa altura em que a economia argentina continua a ter dificuldades em recuperar um crescimento sustentável. Depois de uma descida da inflação e da reposição das contas públicas, conseguida à custa de uma política de austeridade drástica, o país enfrenta um abrandamento da atividade económica, sobretudo na indústria, e um aumento do desemprego.

Presidente argentido continua a ser muito contestado

A política e resultados económicos de Javier Milei são regularmente contestados nas ruas pelos argentinos.

As críticas incidem também sobre as posições muito conservadoras do dirigente libertário, admirador de Donald Trump, que multiplica ataques contra a comunicação social, mas também contra os movimentos feministas e LGBT.

Alguns dias antes do encontro com Emmanuel Macron, Javier Milei afirmava ainda que a Europa estava a “afundar-se”.

Na tribuna das Nações Unidas, o líder atacou duramente a organização e o multilateralismo.

Em Paris, cerca de uma centena de manifestantes reuniu-se no Trocadéro para contestar a sua visita.

Da parte francesa, o Eliseu procura gerir profundas divergências políticas sem pôr em causa os interesses económicos de França na Argentina e pretende, em particular, reforçar os laços com o país no setor dos minerais críticos, como o lítio e o cobre.

Outras fontes • AP

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