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Seguro pede estabilidade política e “soluções duradouras” e saúda aproximação entre Governo e PS no OE2027

António José Seguro discursou pela primeira vez numa cerimónia do 5 de Outubro como Presidente da República
António José Seguro discursou pela primeira vez numa cerimónia do 5 de Outubro como Presidente da República -  Direitos de autor  AP Photo
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De Joana Mourão Carvalho
Publicado a •Últimas notícias
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O Presidente da República defendeu a necessidade de maior estabilidade política e de “soluções duradouras” para várias legislaturas, apelando a entendimentos entre os partidos e saudando a aproximação entre o Governo e o PS com vista à aprovação do Orçamento de Estado (OE2027).

O Presidente da República, António José Seguro, pediu esta segunda-feira "soluções duradouras" para várias legislaturas, defendeu a importância da estabilidade política e saudou a aproximação entre Governo e PS pelo entendimento no Orçamento do Estado (OE2027).

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Na cerimónia comemorativa do 116.º aniversário da implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa, António José Seguro começou por dizer que era com "enorme emoção" que celebrava o seu primeiro 5 de Outubro como Presidente da República, assim como com o sentimento de "quem sente o peso da história" e "a obrigação de olhar para o futuro".

"O Estado deve estar ao serviço das pessoas", sublinhou o Presidente da República, exortando os partidos a adotarem "soluções duradouras" e a terem "capacidade política para as aplicar".

"Portugal precisa de uma nova cultura política, com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal. Agir no curto prazo com uma ideia de futuro para Portugal obriga a políticas públicas que se apliquem em várias legislaturas. Não podemos estar sempre a voltar ao início", continuou.

Seguro pediu que se abandone "uma cultura de trincheiras que conduz ao radicalismo e ao eterno passa-culpas", frisando que é preciso "decidir menos no improviso e no capricho do momento".

"As democracias têm de aprender a construir estabilidade em momentos de fragmentação", defendeu, referindo que "a estabilidade vale pelo que permite fazer, porque permite dar respostas aos problemas concretos". "Sem estabilidade política não há resultados possíveis", reforçou.

A esse propósito, aproveitou o momento para saudar o Governo e o PS "pelo caminho de aproximação que têm vindo a fazer tendo em vista a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano".

"Oxalá outros partidos possam juntar-se a este caminho de compromisso e de convergência neste e noutros processos legislativos. Como sempre disse, tanto se serve Portugal no Governo como na oposição", declarou.

O chefe de Estado deixou ainda um aviso aos que, "porventura, só agem em função de incentivos eleitorais". "Os eleitores acabam sempre por recompensar os políticos que procuram soluções", salientou.

Segundo o Presidente, "um dos perigos que ameaçam a confiança dos portugueses na República" é a "erosão da confiança nas instituições".

"Não compete ao Presidente da República substituir-se aos outros órgãos de soberania nem impor ao país uma visão particular", sublinhou Seguro.

No entanto, ressalvou que está "na hora de avançar" e lembrou um verso do recentemente falecido Jorge Palma: "Ai Portugal, Portugal, de que é que tu estás à espera(…) Enquanto ficares à espera ninguém te pode ajudar."

O Presidente da República, António José Seguro, discursou esta segunda-feira, pela primeira vez, na cerimónia como chefe de Estado. Antes de discursar, hasteou a bandeira de Portugal ao som do hino nacional tocado pela Guarda Nacional Republicana, na varanda do Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde foi proclamada pela primeira vez a República Portuguesa em 1910.

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