O Texas já executou sete pessoas este ano, acima das cinco em 2025 e 2024. Estão marcadas mais duas execuções no estado em novembro.
Esta foi a primeira execução nos EUA desde que, na semana passada, Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sobreviveu a uma injeção letal mal-sucedida.
Jamaal Howard, com 46 anos de idade, recebeu uma dose letal de pentobarbital na prisão do estado de Huntsville, tendo sido declarado morto às 20h03. Howard tinha sido condenado por alvejar e matar a funcionária Vickie Swartout, de 42 anos, durante um assalto a uma loja de conveniência em Silsbee, no Texas, em 2000.
Segundo relatos, Howard ofegou e respirou algumas vezes à medida que a droga fazia efeito, antes de emitir sons semelhantes a roncos e tossir. Todos os movimentos cessaram cerca de 30 segundos depois e foi declarado morto 19 minutos mais tarde.
Antes da execução, Howard dirigiu-se a alguns familiares de Vickie Swartout, pedindo desculpa e implorando perdão.
"Espero que aceitem o meu pedido de desculpa e que me perdoem", disse ele. "Lamento o que aconteceu. Espero que um dia me perdoem.»
Acrescentou ainda que se encontrava "num bom estado de espírito para encontrar a paz e o Senhor, por isso, agradeço a todos".
“Olhem, aproveitem a vida e que a paz esteja convosco.”
Os advogados de Howard tentaram, sem sucesso, travar a execução, apresentando um pedido ao Tribunal de Recurso Criminal do Texas, no qual questionavam a qualidade dos fármacos usados nas execuções no estado. Argumentaram ainda, junto do Supremo Tribunal, que a execução não deveria avançar por Howard ter deficiência intelectual.
O tribunal texano rejeitou o pedido relativo aos fármacos e uma segunda petição, sem comentar.
O Supremo Tribunal proibiu a execução de pessoas com deficiência intelectual, mas deu aos estados alguma margem para determinarem esse tipo de incapacidade. O estado afirmou ao tribunal que os advogados de Howard não apresentaram provas de que ele preenchia os critérios necessários para ser considerado pessoa com deficiência intelectual.
O Supremo recusou igualmente intervir, sem comentários, já tarde na quarta-feira, abrindo caminho para que a execução prosseguisse.
A Texas Coalition to Abolish the Death Penalty, organização que faz campanha pelo fim da pena de morte no Texas, apelou à população para pressionar o governador Greg Abbott a conceder uma suspensão da execução de Howard, de modo a que os seus advogados pudessem “obter documentos essenciais do Departamento de Justiça Criminal do Texas sobre quando o fármaco foi adquirido, como foi armazenado e que testes foram feitos e em que datas”.
Incluindo Howard, o Texas já executou sete pessoas este ano, mais do que as cinco execuções realizadas tanto em 2025 como em 2024. Estão marcadas mais duas execuções para novembro, dos reclusos do corredor da morte John Rubio e Reinaldo Dennes.