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Polónia: polícia desmente relatos de “sexta-feira sangrenta” enquanto continuam detenções de jovens

Jovem de 16 anos suspeito de planear ataque
Jovem de 16 anos suspeito de preparar ataque -  Direitos de autor  KWP w Olsztynie / X
Direitos de autor KWP w Olsztynie / X
De Katarzyna Kubacka
Publicado a •Últimas notícias
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Continuam a surgir na internet vídeos que anunciam ataques com faca a escolas. Na sexta-feira de manhã, em Szczytno, foi detido um jovem de 16 anos suspeito de planear um ataque. A polícia assinala novos casos com adolescentes e facas em escolas em toda a Polónia, e os vídeos continuam a circular.

Na noite de quinta-feira, difundiu-se pela Polónia informação sobre uma “sexta-feira sangrenta”, isto é, uma série de ataques que alegadamente teria lugar no dia seguinte em escolas polacas.

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Relacionado com o caso foi detido um jovem de 17 anos de Przasnysz, provável autor da gravação gerada por IA que anunciava uma “matança em Przasnysz”, um município polaco.

No mesmo dia, em Leszczydół-Nowiny, um rapaz de 15 anos atacou três pessoas com uma faca. Uma delas, uma mulher de 37 anos, acabou por morrer.

Na sexta-feira foram detidos outros adolescentes suspeitos de proferirem ameaças. Em Szczytno, um jovem de 16 anos terá ameaçado na internet atacar alunos e, em Jednorożec, perto de Przasnysz, foi detido outro jovem de 16 anos que dizia que ia levar uma catana para a escola.

No quarto do jovem e noutros espaços usados pela família, os agentes apreenderam três facas e duas catanas, informou na sexta-feira a polícia da Mazóvia.

Desde então continuam a chegar novos relatos à Polícia.

Detêm mais adolescentes com facas

Um jovem de 16 anos foi detido em casa depois de publicar na internet um vídeo em que ameaçava atacar pessoas concretas na escola. Terão sido os pais, alarmados com a gravação, a contactar a polícia.

O rapaz foi detido e decorrem diligências no âmbito do processo. Segundo a polícia, o adolescente afirma que “fez aquilo por brincadeira”.

É mais um caso numa série de detenções de adolescentes que planeiam ataques a escolas e divulgam as suas ameaças na internet.

Na quinta-feira, um dos ataques terminou com a morte de uma funcionária de 37 anos numa escola em Leszczydół-Nowiny. No dia anterior, em Ostrołęka, foi detido um jovem de 19 anos suspeito de um ataque com faca contra nove pessoas e, em Sierpc, um jovem de 17 anos em cuja casa foram apreendidas duas facas. No telemóvel deste último foram encontrados vestígios de um ataque planeado.

Face às ameaças, algumas escolas, sobretudo na Mazóvia, cancelaram as aulas.

Desde a manhã de sexta-feira, a polícia da Mazóvia tem dado conta de novos relatos.

Em Pruszków foram detidos dois jovens de 15 anos, que terão publicado na internet um vídeo semelhante ao de Przasnysz.

Em Varsóvia, um rapaz de 13 anos colocou no grupo da turma, numa aplicação de mensagens, a fotografia de uma faca e ameaçou outro aluno. Por seu lado, uma rapariga de 13 anos publicou num grupo fechado um vídeo em que ameaçava de morte alunos de várias escolas de Płock.

Agentes do centro de Varsóvia detiveram um aluno de 16 anos que levou para a escola uma faca tipo balisong.

Em Mokotów foi detido um jovem de 14 anos que tinha consigo uma faca com lâmina oculta e 11 petardos de efeito sonoro. Na lâmina lia-se a inscrição “morte aos ‘bufos’”.

Como explicou em conferência de imprensa o ministro da Administração Interna, Marcin Kierwiński, até agora foram detidas 19 pessoas e a polícia verificou cerca de 15 mil estabelecimentos de ensino.

“Foram detidas 19 pessoas. Estão a ser realizadas diligências com essas pessoas”, disse Kierwiński. “No entanto, na maioria dos casos, após a audição ou condução destas pessoas, verifica-se que [era apenas – nota da redação] uma questão de comportamentos irresponsáveis destes jovens”.

As esquadras na Polónia continuam a comunicar novos alertas.

Polícia nega relatos de “sexta-feira sangrenta” enquanto aumentam detenções

Na sequência da série de ameaças e incidentes surgiram rumores de um desafio online que estaria a incentivar comportamentos agressivos entre adolescentes. Embora os vídeos que circulam na internet desde a semana passada partilhem vários elementos em comum, ainda não foi possível determinar a origem desta tendência nem saber se está ligada aos ataques.

Sobre o risco de ações coordenadas na internet falou, na quinta-feira, Donald Tusk. Em reação aos acontecimentos, convocou uma reunião extraordinária com ministros.

A polícia nega, para já, que tenha sido confirmada a existência de um desafio online.

“Informamos que, até ao momento, nada indica que o aparecimento de tal evento tenha efetivamente ocorrido” – lê-se no comunicado.

Ao mesmo tempo, a polícia adverte que as pessoas que tentam deliberadamente provocar pânico terão de contar com responsabilidade criminal.

A polícia sublinha que o processo está em curso. Agentes em todo o país, em particular do departamento central de combate ao cibercrime, o Centralne Biuro Zwalczania Cyberprzestępczości (CBZC), estão a verificar as denúncias e a analisar conteúdos preocupantes publicados na internet.

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