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Siderúrgica italiana ADI (ex-Ilva) entra em greve segunda-feira

Fábrica ex Ilva de Taranto
Siderúrgica ex-Ilva de Taranto -  Direitos de autor  Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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A Acciaierie d'Italia (ADI) anuncia uma paragem da produção na Apúlia até à decisão da Cassação e a suspensão temporária dos pólos de Génova e Novi Ligure até 15 de novembro. Os sindicatos prometem protestos em todas as unidades após reunião com o governo.

A greve em todas as unidades da siderúrgica Acciaierie d’Italia (ADI), antiga Ilva, foi anunciada para segunda-feira, 12 de outubro. O anúncio foi feito pelos sindicatos após a reunião de quinta-feira no Palazzo Chigi com o governo e esta sexta-feira começou a suspensão das atividades produtivas na área de produção a quente de Taranto. Continuam em risco de despedimento mais de dois mil trabalhadores em Itália.

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A ADI anunciou a paragem das instalações de Taranto, Génova e Novi Ligure no mesmo dia da reunião sobre o futuro da empresa.

O subsecretário de Estado adjunto da Presidência do Conselho de Ministros, Alfredo Mantovano, insistiu na necessidade de um decreto-lei que inclua garantias sociais para os trabalhadores e que preveja um regime de apoio ao rendimento não por encerramento da atividade, mas numa perspetiva de continuidade. O executivo deverá levá-lo ao próximo Conselho de Ministros, previsto para terça-feira.

Desde sexta-feira estão suspensas todas as atividades produtivas das instalações da área a quente da fábrica de Taranto, em cumprimento do decreto do Tribunal da Relação de Milão de 27 de julho, que tinha determinado a paragem, após o indeferimento do pedido de suspensão da execução, notificado na última segunda-feira.

As instalações vão manter-se em modo de aquecimento, ou seja, no mínimo técnico, sem produção. A informação foi transmitida pela ADI numa nota enviada ao prefeito, às entidades locais e às forças de segurança, na qual é também solicitado o recurso a mecanismos de proteção social.

A paragem, programada também com a suspensão do abastecimento de matérias-primas, vai manter-se pelo menos até à decisão do Supremo Tribunal de Cassação, chamado a pronunciar-se sobre os recursosda Ilva e da ADI em 20 de outubro.

Paragem em Taranto agrava crise nas restantes unidades da ex Ilva

A empresa anunciou também que até ao dia 15 de novembro ocorrerá a “paragem temporária geral” das unidades da antiga Ilva de Génova e Novi Ligure.

“O anúncio de um encerramento é totalmente inaceitável”, afirmam os presidentes de câmara de Génova e Novi Ligure, Silvia Salis e Rocchino Muliere. “É uma perspetiva insustentável para as trabalhadoras e os trabalhadores, para Génova e Novi Ligure e para toda a fileira siderúrgica do nosso país”, denuncia Salis.

Para o presidente da região da Ligúria, Marco Bucci, e para o homólogo do Piemonte, Alberto Cirio, “o anunciado encerramento das unidades de Cornigliano, Novi Ligure e Racconigi representa uma notícia muito grave, não só para a Ligúria e o Piemonte, mas para toda a fileira do aço italiana, estratégica para o futuro industrial do país”.

Também para os sindicatos, a ideia de encerramento é “inaceitável”. “Os trabalhadores demonstraram um grande sentido de responsabilidade e, por isso, é preciso evitar que o preço de decisões e de erros que não são dos trabalhadores seja transferido para todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores da ex Ilva”, afirmou o secretário-geral da Fiom-Cgil, Michele de Palma, presente na reunião no Palazzo Chigi.

Para a Usb, a estratégia industrial de um país “não é decidida pela magistratura”, com o membro da direção nacional Sasha Colautti a exigir que a impotência perante os juízes não se transforme num álibi para o governo.

Procura evitar paragem definitiva dos altos-fornos

A situação pode agravar-se ainda mais em cadeia se for suspensa também a manutenção em aquecimento nos altos-fornos de Taranto antes de a Cassação se pronunciar. O desligar definitivo da área a quente não deixaria possibilidade de posterior reinício, marcando a paragem definitiva da produção e anulando qualquer decisão da Suprema Corte.

O subsecretário Mantovano indicou que o governo está “a verificar se existem margens para evitar chegar ao desligar completo, para que não se provoque um dano irreversível às instalações”, antes de avançar para uma produção de aço verde com unidade DRI (que não recorre a alto-forno) e fornos elétricos, desde que inseridos num “plano industrial credível”.

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