Devido à crise migratória, as unidades de Ceuta ficaram de fora do desfile de 12 de outubro. Leonor estreou-se após a formação militar numa parada com novos blindados e drones, marcada pelos apupos a Sánchez e pela antecipação eleitoral.
A ausência de Ceuta fez-se sentir no desfile do Dia Nacional que aconteceu sem passar pelo Passeio do Prado. Nenhuma unidade daquela cidade espanhola em território africano desfilou este ano, uma vez que o Ministério da Defesa mantém o seu destacamento naquela zona devido à crise desencadeada em julho com a entrada ilegal de milhares de imigrantes provenientes de Marrocos.
Os reis, que presidiram à cerimónia em Madrid juntamente com a princesa Leonor e a infanta Sofia, estando programada depois uma viagem à cidade autónoma.
A cerimónia deste ano acontece num contexto pouco habitual no país, que assistiu ao desfile militar com uma campanha eleitoral praticamente à porta. Pedro Sánchez anunciou na passada segunda-feira eleições gerais antecipadas para 29 de novembro, chegando ao desfle sob fortes vaias das pessoas reunidas na rua. O presidente do governo espanhol foi ainda alvo de cânticos de protesto.
Com o céu limpo, o desfile aéreo reuniu 82 aeronaves em 18 formações, abertas por dois F/A‑18 da Asa 15, e foi precedido pelos paraquedistas, com o primeiro-caboJosé Antonio Lago a transportar uma bandeira de 24 metros quadrados, guiado pelo primeiro-sargenteo Pablo García Matanza.
Em terra, a novidade foram os blindados 8x8 Dragón do Exército, com três unidades na estreia. Também se estrearam veículos da Infantaria de Marinha com o sistema antidrone Aracne e dois drones Asturcón da UME, um sinal de para onde olha a Defesa desde que a Ucrânia colocou os drones em primeiro plano.
Legião Espanhola, força de elite do Exército espanhol voltou a conquistar os aplausos de quem assistia ao desfile onde participaram, no total, 3.850 homens e 530 mulheres.
Para concluir a Festa Nacional, os Reis ofereceram uma receção no Palácio Real.