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Ceuta e crise governamental marcam desfile do Dia Nacional de Espanha

Felipe VI supervisiona desfile ao lado da princesa Leonor
Rei Felipe VI supervisiona o desfile ao lado da princesa Leonor -  Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Cristian Caraballo
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Devido à crise migratória, as unidades de Ceuta ficaram de fora do desfile deste 12 de outubro. Leonor estreou-se após a formação militar numa parada com novos blindados e drones, marcada pelos apupos a Sánchez e pela antecipação eleitoral.

A presença de Ceuta fez‑se sentir no desfile da Festa Nacional espanhola sem passar pelo passeio do Prado: nenhuma unidade da cidade desfilou este ano, porque a Defesa mantém ali o seu dispositivo devido à crise desencadeada em julho com a entrada ilegal de milhares de migrantes vindos de Marrocos. Os Reis, que presidiram ao ato em Madrid junto da princesa Leonor e da infanta Sofia, viajarão terça-feira para a cidade autónoma.

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A ausência coincidiu com um contexto político pouco habitual. Pedro Sánchez anunciou na passada segunda‑feira eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro e chegou ao desfile com as Cortes dissolvidas e fortes apupos das pessoas concentradas na rua. Opaís assiste ao desfile militar com a campanha praticamente à porta.

Para Leonor foi o primeiro desfile depois de concluir três anos de formação militar, e o dia começou com um susto: esteve perto de perder o Tosão de Ouro, que o pai acabou por lhe voltar a colocar num dos momentos mais comentados da manhã.

Com o céu limpo, o desfile aéreo reuniu 82 aeronaves em 18 formações, abertas por dois F/A‑18 da Asa 15, e foi precedido pelos paraquedistas, com o cabo‑primeiro José Antonio Lago a transportar uma bandeira de 24 metros quadrados, guiado pelo sargento‑primeiro Pablo García Matanza.

Em terra, a novidade foram os blindados 8x8 Dragón do Exército de Terra, com três unidades na estreia. Também se estrearam veículos da Infantaria de Marinha com o sistema antidrone Aracne e dois drones Asturcón da UME, um sinal de para onde olha a Defesa desde que a Ucrânia colocou os drones em primeiro plano.

A Legião, a 160 passos por minuto face aos 90 dos Regulares, voltou a conquistar os aplausos com Babieca, um bode de dois anos que partilha o nome com o cavalo do Cid. Os 286 equinos encerraram o desfile e, no total, desfilaram 3.850 homens e 530 mulheres. Para concluir a Festa Nacional, os Reis ofereceram uma receção no Palácio Real.

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