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Papa Leão XIV já está no hospital Gemelli em Roma para ser operado

Papa Leão XIV à varanda da Basílica de São Pedro, em 8 de maio de 2025
Papa Leão XIV à varanda da Basílica de São Pedro, em 8 de maio de 2025 -  Direitos de autor  AP Photo/Alessandra Tarantino
Direitos de autor AP Photo/Alessandra Tarantino
De Ilaria Cicinelli
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O Papa vai ser submetido a uma intervenção cirúrgica para remover um nódulo num pulmão. Chegaram-lhe inúmeras mensagens dos fiéis e votos de rápida recuperação.

No dia do internamento do Papa Leão XIV foram adotadas as máximas medidas de segurança no hospital Gemelli, em Roma, onde o Pontífice será operado para remover um nódulo pulmonar. Pouco depois das 13 horas, hora local - menos uma em Lisboa - o Pontífice chegou ao estabelecimento saudando as pessoas presentes: a intervenção está programada para a tarde desta terça-feira, como confirmou a assessoria de imprensa do Vaticano, e será realizada pela equipa de cirurgia torácica dirigida pelo professor Stefano Margaritora.

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Devido a obras de renovação no apartamento habitualmente reservado ao chefe da Igreja Católica, Leão XIV ficará alojado no décimo piso da unidade, na ala privada. O acesso permanecerá interdito durante todo o internamento e só será permitido com autorização da Casa Pontifícia e a Gendarmaria vaticana irá controlar as entradas e saídas.

O próprio Pontífice anunciou a iminente intervenção cirúrgica no domingo, no final do Angelus, na praça de São Pedro. O nódulo foi detetado numa fase inicial e, por indicação dos médicos, o Papa Leão decidiu avançar com a operação para o remover.

Pouco antes do internamento, o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, leu um telegrama enviado na terça-feira pelo Papa aos participantes no congresso na Pontifícia Universidade Gregoriana.

“Desejo fazer chegar aos participantes a minha saudação e os meus votos para os trabalhos**. Dirijo o meu pensamento aos trabalhos, às mulheres e aos homens empenhados na procura da paz**. O tema escolhido é sinal de esperança para a humanidade. É uma missão que deve ser cultivada com paciência”.

Mensagens de proximidade ao Papa Leão: Parolin destaca serenidade do anúncio

Nas últimas horas, numerosos membros do clero e leigos exprimiram a sua proximidade ao Papa, com votos de uma rápida recuperação.

“Ficámos todos impressionados com a serenidade com que o Papa anunciou esta intervenção e esperamos, como ele disse, estar mesmo no início desta dificuldade e que, por isso, o problema possa ser resolvido o mais rapidamente possível. Estamos confiantes e, naturalmente, acompanhamos todos o Papa com a nossa oração e com o nosso afeto”, comentou Parolin.

O secretário de Estado do Vaticano sublinhou que “é algo de que, graças a Deus, nos apercebemos de imediato. E, normalmente, estas situações, quando são apanhadas a tempo, conseguem resolver-se”. “Mas estas são, como disse o Papa, as surpresas de Deus”, concluiu o cardeal.

O irmão mais velho de Leão XIV, Louis Prevost, apelou aos fiéis para o incluírem nas suas orações “para que esta operação corra bem e não haja complicações adicionais”. Em declarações ao “Corriere della Sera”, Prevost disse estar certo “de que ele se irá recuperar completamente e continuará a sua missão de guiar a Igreja Católica”.

“Estou certo de que a oração ajuda”, acrescentou o irmão do Pontífice, também ele no hospital, na Florida, onde recebe tratamentos para um cancro.

Também o presidente da Comunidade de Sant’Egidio, Marco Impagliazzo, comentou o internamento de Leão, sublinhando que o Pontífice “permanece no pleno exercício das suas funções”.

“Impressionou-me a transparência com que manifestou um dos possíveis aspetos da vida”, salientou o presidente de Sant’Egidio.

“Muitos papas adoeceram e até foram operados no Palácio Apostólico, como Paulo VI, operado à próstata numa sala improvisada. A partir do atentado contra João Paulo II decidiu-se ir para o Gemelli, o que significa sair do Vaticano e pedir hospitalidade a Itália. Para lá do espaço para os colaboradores e para a gendarmaria, o Papa passou a ser um doente como os outros. E Leão XIV mantém essa linha”, acrescentou Impagliazzo, dizendo-se pronto a receber o Pontífice em Assis, a 27 de outubro, por ocasião do 40.º aniversário do encontro interreligioso pela paz fundado por João Paulo II.

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