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Rússia: Trump assina decreto que suspende novo pacote de sanções

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Presidente Donald Trump discursa num jantar no seu clube Mar-a-Lago, na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, em Palm Beach, Florida.
Presidente Donald Trump discursa num jantar no seu clube Mar-a-Lago, sexta-feira, 16 de outubro de 2026, em Palm Beach, Florida. -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Nathan Rennolds
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A decisão de suspender as sanções surge numa altura de críticas crescentes de Trump ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e segue-se ao acordo sobre o gasóleo entre os EUA e a Rússia.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira uma ordem executiva para suspender um novo pacote de sanções e tarifas contra a Rússia, poucas horas antes de este entrar em vigor, alegando perante o Congresso que a decisão era do interesse nacional dos EUA.

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Trump tinha promulgado, em setembro, a lei “Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026”, destinada a aumentar a pressão sobre o Kremlin e a economia russa.

A legislação, batizada em homenagem ao falecido senador norte-americano Lindsey Graham, que impulsionou as medidas, previa sanções contra responsáveis governamentais e militares russos, grandes bancos e navios da chamada frota “sombra” russa. Estabelecia ainda tarifas sobre produtos russos e sobre bens provenientes de determinados países que continuam a comprar petróleo e gás russos.

A decisão de colocar as sanções em pausa surge numa altura em que Trump tem intensificado as críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Segue-se também um anúncio polémico feito por Trump no início do mês, quando se prepara para as eleições intercalares de novembro nos Estados Unidos, sobre um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para a Rússia libertar grandes quantidades de gasóleo nos mercados globais, numa tentativa de baixar os preços dos combustíveis.

“Ficou acordado que a Rússia irá fornecer de imediato mais de 300 000 toneladas de gasóleo ao mercado americano e mundial, outras 500 000 toneladas durante o mês de novembro e 1 000 000 de toneladas imediatamente depois”, escreveu Trump numa publicação na sua conta na Truth Social. “Além disso, tendo em conta o estado das suas refinarias de gasóleo, a Rússia entregará, num curto espaço de tempo, 3 000 000 de toneladas de gasóleo.”

Zelensky em Bruxelas

O líder ucraniano esteve esta semana em Bruxelas, onde se reuniu com dirigentes europeus para discutir a guerra em curso.

Questionado pelos jornalistas, esta sexta-feira, se sentia ter sido transformado em “bode expiatório” pelos “próprios problemas” de Trump antes das intercalares de novembro, Zelensky sorriu ironicamente e limitou-se a dizer: “Esta é a minha resposta.”

Falando sobre o acordo EUA-Rússia relativo ao gasóleo, Zelensky acrescentou que a Ucrânia “não pode aceitar acordos sobre gasóleo, porque, em seguida, virão acordos sobre gás”.

“Estou absolutamente certo disso”, afirmou. “Depois do gás, levantar-se-ão as sanções sobre outras coisas. Acabará por se estender ao sistema bancário, a pessoas concretas e à indústria química. E há riscos associados aos ativos congelados. Se eu não defender isso pela via diplomática, quem o fará por nós?”

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