Fundo soberano da Noruega terminou o terceiro trimestre com uma perda de 30 mil milhões de dólares (26,4 mil milhões de euros), devido à queda das obrigações.
Fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com ativos de cerca de 2,1 biliões de euros, reportou na quinta-feira uma perda de investimento de 278 mil milhões de coroas (26,4 mil milhões de euros), penalizado pela subida das taxas de juro.
Norges Bank Investment Management (NBIM), gestora do fundo, registou um retorno negativo de 3,5% nas aplicações de rendimento fixo, que representam ligeiramente mais de um quarto da carteira. Cerca de 70% destes investimentos está aplicado em obrigações do Estado.
No terceiro trimestre registou-se uma venda generalizada de obrigações, com as rendibilidades da dívida pública a subir para níveis não vistos desde a crise financeira, numa altura de crescente preocupação com o aumento da dívida dos governos nos Estados Unidos e na União Europeia.
Ao mesmo tempo, vários bancos centrais, incluindo a Reserva Federal norte-americana e o Banco Central Europeu, aumentaram as taxas diretoras, à medida que a inflação subia nos Estados Unidos e na zona euro.
“O retorno do fundo ficou praticamente estagnado, terminando ligeiramente negativo, já que a subida das taxas de juro levou a resultados mais fracos nas nossas aplicações de rendimento fixo”, afirmou em comunicado o vice-diretor executivo do fundo, Trond Grande.
A subida das taxas de juro de mercado tende a pressionar em baixa o preço das obrigações existentes, uma vez que as novas emissões oferecem rendimentos mais atrativos.
No conjunto, o retorno das carteiras de investimento do fundo foi de -0,5%, enquanto as participações em ações de empresas registaram um ganho de 0,5%, com grandes diferenças entre setores.
“As empresas de energia foram as que mais subiram, enquanto setores sensíveis às taxas de juro, como serviços públicos e imobiliário, recuaram”, indicou Grande.
No final de setembro, o fundo valia 22 014 mil milhões de coroas (2,09 biliões de euros), com 72,1% investidos em ações e 25,8% em obrigações. O restante estava aplicado em imobiliário não cotado e infraestruturas de energia renovável.
Os investimentos imobiliários geraram um retorno de 0,4% e as aplicações em infraestruturas de energia renovável não cotadas renderam 7,5%.
Incluindo efeitos cambiais e novas entradas de capital, o valor total do fundo diminuiu em 670 mil milhões de coroas (63,6 mil milhões de euros) ao longo do trimestre.