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Jihadistas apelam a atentados durante manifestações, incluindo em Portugal e Espanha

Manifestante com cartaz anti-Macron, com a sede do turismo de Lyon em chamas
Manifestante com cartaz anti-Macron, com a sede do turismo de Lyon em chamas -  Direitos de autor  Laurent Cipriani/AP
Direitos de autor Laurent Cipriani/AP
De Ricardo Figueira
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O jornal espanhol El País teve acesso a um relatório do Ministério espanhol do Interior que descreve mensagens de apelo à realização de atentados contra a polícia e os manifestantes nos protestos que decorrem há várias semanas em vários países da Europa, incluindo Portugal.

As autoridades espanholas terão detetado apelos de grupos jihadistas a atentados contra polícias e manifestantes nos protestos que estão a decorrer em vários países europeus, incluindo Portugal.

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O Sistema de Segurança Interna (SSI) português diz estar a “acompanhar atentamente” este alerta: “A Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna está a acompanhar atentamente a situação referida [apelos jihadistas a ataques contra polícias e manifestantes] no âmbito das suas competências e em articulação permanente com as entidades competentes”, refere o SSI, numa resposta enviada à agência Lusa.

Segundo o jornal El País, o Ministério espanhol do Interior terá detetado num ‘site’ alegadamente ligado ao autodenominado Estado Islâmico mensagens que instam a atacar polícias e manifestantes durante os protestos que se arrastam desde há várias semanas dias em países europeus, incluindo Portugal, Espanha, França e Itália, e que atingiram um auge no fim de semana passado com uma onda de violência em França, onde edifícios como a Câmara Municipal de Limoges ou a sede do turismo de Lyon foram incendiados e em grande parte destruídos. Registaram-se também atos violentos, incluindo incêndios, em Itália, sobretudo em Milão.

Manifestante num protesto contra a situação da educação em França
Manifestante num protesto contra a situação da educação em França Teresa Suárez/AP

Em Portugal e Espanha, é sobretudo o custo de vida e a crise na habitação que estão na origem dos protestos diários e "acampadas" nas praças de algumas das maiores cidades, nomeadamente em Lisboa, no Porto e em Madrid.

O diário espanhol diz ter tido acesso a um documento interno do Gabinete de Coordenação de Cibersegurança em que aparecem mensagens que incentivam o aproveitamento de manifestações com grande participação popular e de confrontos nas ruas para cometer atentados.

Segundo o El País, a configuração dos protestos, sendo que os de França terão reunido mais de 800 mil pessoas no último fim de semana, oferece "uma rara oportunidade de os atacar" e que a polícia "se transforma numa presa fácil quando há escaramuças com manifestantes".

Os jihadistas terão mesmo dado alguns conselhos práticos sobre como realizar os atentados, apelando ao "martírio" através de ataques suicidas à bomba ou atropelamentos.

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