Encontra-nos
Publicidade

Israel fecha passagens na Cisjordânia em dia de eleições após tiroteio em Hebron

Militares israelitas chegam a uma estrada bloqueada que impede palestinianos de aceder aos olivais na cidade cisjordana de Turmus Ayya, quarta-feira, 21 de outubro.
Militares israelitas chegam a estrada bloqueada que impede palestinianos de chegar aos olivais para colher azeitonas, em Turmus Ayya, Cisjordânia, a 21 de outubro. -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
De Nathan Rennolds
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

A medida insere-se numa ofensiva mais ampla na Cisjordânia ocupada, após dois soldados israelitas terem sido mortos por homens armados palestinianos em Hebron no início da semana.

Todos os pontos de passagem terrestres na Cisjordânia vão encerrar na terça‑feira, dia das eleições legislativas em Israel, anunciou o exército israelita.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Num comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram uma “proibição da entrada e saída de trabalhadores palestinianos de e para toda a Judeia, Samaria e o Vale do Jordão, incluindo zonas industriais, bem como o encerramento de todas as passagens terrestres ao longo de todo o dia de eleições”.

Acrescentou que, entre domingo e segunda‑feira, os trabalhadores palestinianos também não poderão entrar na Judeia, Samaria ou Vale do Jordão para trabalhar, “com exceção das zonas industriais e de algumas outras áreas autorizadas”.

A medida insere‑se num reforço mais amplo do controlo na Cisjordânia ocupada, depois de dois soldados israelitas terem sido mortos por homens armados palestinianos na cidade de Hebron no início desta semana.

Na sequência do tiroteio, as FDI indicaram que as suas forças cercavam Hebron enquanto os soldados levavam a cabo operações de busca. O primeiro‑ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ter dado ordens aos militares para “isolar a cidade” e tomar “medidas de segurança adicionais” na zona.

Israel começou, entretanto, a demolir edifícios à medida que os residentes são retirados da região.

A agência noticiosa palestiniana Wafa informou no domingo que, nos últimos três dias, mais de 200 famílias ficaram desalojadas em Hebron, com cerca de 2 500 pessoas removidas à força das suas casas nas áreas de al‑Jilda e Ain Deir Baha.

Forças israelitas detiveram ainda 20 pessoas em todo o governadorado de Hebron no domingo, no âmbito desta ofensiva, adiantou o relatório.

As FDI referiram ter lançado uma “operação dirigida” em torno de Hebron, destinada a desmantelar “infraestruturas terroristas” e impedir futuros ataques.

“Para reduzir o risco para os civis, foi permitido aos civis deixar temporariamente a área através de pontos de controlo designados. Nenhum civil foi obrigado a evacuar”, indicou o exército em comunicado.

Os militares confirmaram também a demolição de várias estruturas em Hebron, afirmando que representavam uma “ameaça à segurança”.

“Todas as outras estruturas demolidas na área foram igualmente construídas ilegalmente, e a sua demolição foi efetuada em conformidade com o direito internacional, de modo a garantir a aplicação da lei e da ordem e a remover potenciais ameaças à segurança”, acrescentaram as FDI.

A B’Tselem, organização israelita de direitos humanos, condenou os “planos de Israel para deslocar à força residentes palestinianos das suas casas e levar a cabo uma destruição generalizada na área”.

O grupo apelou ainda à comunidade internacional para “agir de imediato” e travar a campanha de Israel em Hebron.

Protestos contra o governo

Tudo isto acontece numa altura em que milhares de pessoas saíram às ruas de Telavive no sábado para protestar contra o governo antes das eleições de terça‑feira.

Segundo relatos, os manifestantes marcharam da praça Rabin, no centro da cidade, até à praça dos Reféns, rebatizada após os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 contra Israel.

A concentração foi organizada pelo Conselho de Outubro, grupo criado por famílias de vítimas e reféns capturados por militantes durante os ataques.

“Esta noite deu‑nos uma força enorme, mas a nossa luta ainda não terminou”, escreveu o grupo numa publicação nas redes sociais no domingo. “Temos agora de canalizar a energia incrível vinda da praça para a ação. Na próxima terça‑feira vamos todos votar.”

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Israel desloca cerca de 250 famílias palestinianas em Hebron após mortes de soldados

Gaza: imagens captam ataque aéreo israelita a edifício em Nuseirat

Estados Unidos: Trump apoia Netanyahu a nove dias das legislativas israelitas após meses de silêncio