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França: governo apresenta medidas para responder aos protestos estudantis

Manifestação em Paris, no sábado 24 de outubro de 2026
Manifestação em Paris, sábado, 24 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  AP Photo/Thibault Camus
Direitos de autor AP Photo/Thibault Camus
De Olivier Tolachides
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O primeiro-ministro, o ministro da Educação e o do Ensino Superior anunciaram segunda-feira medidas para responder aos protestos estudantis. Emmanuel Macron foi a Marselha apoiar comerciantes e forças de segurança

As medidas já era aguardadas. Após várias semanas de mobilização de alunos do secundário e da universidade, o governo francês apresentou esta segunda-feira um conjunto de medidas para tentar responder às suas expectativas.

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Numa reunião com organizações de alunos do secundário e associações estudantis, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, e o ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, anunciaram nomeadamente uma reforma da plataforma Parcoursup, com ajustamentos em 2027 e uma possível substituição em 2028.

Anunciaram também a criação de mais 15 000 vagas no ensino superior, das quais 10 000 em BTS, 4 000 em IUT e 1 000 em cursos da área da saúde.

As bolsas de estudo serão igualmente atualizadas em função da inflação e será desbloqueado um fundo para a renovação do parque edificado universitário.

Um debate sem votação sobre “o futuro do processo de orientação” dos alunos do secundário vai ainda decorrer na quarta-feira, às 17 horas, na Assembleia Nacional, a pedido do Governo.

“Podemos todos congratular-nos com estes anúncios muito concretos (…) O método do diálogo saiu vencedor”, afirmou Nathanaël Combary, presidente do conselho de administração do Renouveau lycéen, que, no entanto, apela a que a mobilização continue.

França: Emmanuel Macron fala das próximas manifestações em Marselha

Deslocou-se esta segunda-feira a Marselha o presidente francês, Emmanuel Macron, acompanhado por vários ministros, entre os quais o do Interior, Laurent Nuñez.

Esteve na câmara municipal de Marselha, afetada pela violência de 17 de outubro. Encontrou-se também com comerciantes, vítimas de saqueadores e de atos de vandalismo, e saudou e agradeceu às forças de segurança interna.

“Em Marselha, como noutros locais, a 17 de outubro não havia forças suficientes, porque não antecipámos o suficiente”, reconheceu, saudando a “organização e antecipação” das manifestações de sábado. “A ordem foi mantida”, acrescentou.

Na sua opinião, as manifestações do próximo sábado são “de risco”, antes do dia de mobilização nacional previsto para 5 de novembro.Os percursos das manifestações declaradas serão mantidos, “mas fora dos centros das cidades”, de forma a “proteger [o] comércio”, anunciou.

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