Informação avançada pelo chefe da diplomacia portuguesa após a imprensa nacional ter divulgado que um cidadão português estava desaparecido na sequência do acidente ferroviário de quarta-feira em Espanha.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou esta quinta-feira que as autoridades consulares portuguesas em Espanha reportaram a existência de um cidadão nacional que se encontrava no país vizinho e que permanece incontactável, havendo "uma probabilidade muito forte" de que estivesse "num dos dois comboios" que colidiram em Toledo, na quarta-feira.
"É verdade, de facto, o Gabinete de Emergência Consular foi contactado por um familiar de um cidadão português, dizendo que não conseguia contactá-lo e que tinha, enfim, uma convicção fundada de que seria passageiro deste comboio", indicou o chefe da diplomacia portuguesa em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, informando que o seu Ministério não tem "mais nenhum dado" sobre a situação.
Trata-se, portanto, de "um desaparecido português", detalhou Paulo Rangel, que citou até a possibilidade de que esta pessoa "não estivesse neste comboio". Mas existem outras, acrescentou: a de que este cidadão "até já esteja eventualmente bem, mas ainda não contactável", ou "que se encontre entre os feridos ou as vítimas mortais". Uma situação que, detalhou o ministro, o seu gabinete ainda não conseguiu esclarecer, estando atualmente a ser levadas a cabo "todas as diligências para averiguar" o caso.
"Como é evidente, a primeira preocupação das autoridades espanholas não é a identificação das pessoas e das nacionalidades, é que tudo seja tratado com dignidade relativamente às vítimas mortais e que, nomeadamente, as pessoas hospitalizadas possam recuperar", afirmou, explicando por que motivo o seu Ministério apenas abordou o tema esta quinta-feira. "É normal, por isso, que tenhamos até agora uma informação, digamos, escassa."
Um esclarecimento que surge depois da imprensa portuguesa ter reportado a existência de um cidadão nacional entre os desaparecidos na sequência da colisão ferroviária em Toledo, na quarta-feira.
Rangel não descarta a existência de portugueses entre as vítimas
Após estes esclarecimentos, o ministro português dos Negócios Estrangeiros sublinhou que "isso não quer dizer que não haja ainda, mais tarde, notícia de outras vítimas, sejam feridos, sejam, eventualmente, falecidos portugueses".
Perante esse facto, Paulo Rangel pediu que fosse considerada a "prioridade que tem de ser dada às operações de resgate", seja de feridos que necessitem de assistência médica ou de "corpos que ainda estejam no terreno", lembrando que "as operações de identificação são extremamente difíceis".
*Notícia em atualização