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Bulgária: Iliana Yotova reeleita presidente, segundo sondagens à boca das urnas

Imagem ilustrativa (segunda volta das presidenciais na Bulgária em 1 de novembro de 2026)
Imagem ilustrativa (segunda volta das presidenciais búlgaras em 1 de novembro de 2026) -  Direitos de autor  AP Photo
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De Anna Flori & João Azevedo & MTI, BalkanInsight
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Yotova, que é apoiada pelo atual primeiro-ministro e ex-presidente búlgaro Rumen Rudev, terá conseguido a reeleição com mais de 51% dos votos contra 43,4% do candidato pró-Europa, Andrey Gyurov.

Iliana Yotova venceu a segunda volta das eleições presidenciais na Bulgária, indicam as sondagens à boca das urnas.

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Segundo os dados da agência Trend, solicitados pela estação televisiva NOVA, Yotova, que procura a reeleição, conquistou 51,6% dos votos contra 43,4% de Andrey Gyurov, candidato liberal e pró-Europa.

A participação eleitoral foi de 26%, uma taxa baixa, mas que, ainda assim, representa um aumento em relação aos 22,2% registados no sufrágio de há uma semana.

Na primeira volta, Yotova e o seu candidato a vice-presidente, Kiril Valchev, obtiveram 34,76% dos votos, ao passo que Gyurov e o seu número dois, Georgi Kandev, conseguiram 31,95%. Nenhum chegou à maioria absoluta, pelo que foi necessário um segundo turno.

O resultado surpreendeu, já que as sondagens anteriores davam à incumbente uma margem muito mais ampla, evidenciando a profunda divisão no país.

Em janeiro deste ano, Iliana Yotova tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de Estado da Bulgária, na sequência da demissão de Rumen Radev, um ano antes do término do seu segundo mandato de cinco anos.

Posições opostas

Ambos concorrem como independentes, mas defendem posições opostas quanto à relação com a Rússia, e, por consequência, também sobre a invasão russa da Ucrânia. Os apoios políticos refletem essa divisão: Yotova é sustentada pela formação no poder Bulgária Progressista, de Radev, pelo Partido Socialista Búlgaro e pelo partido nacionalista VMRO. Gjurov é apoiado pela oposição, nomeadamente a Bulgária Democrática e o movimento Continuamos a Mudança, de que foi membro no passado.

Ilijana Jotova, chefe de Estado cessante e candidata presidencial (Bulgária)
Ilijana Jotova, chefe de Estado cessante e candidata presidencial (Bulgária) AP Photo

Na opinião da presidente cessante, Iliana Yotova, é necessário diálogo com Moscovo, pois só dessa forma a guerra na Ucrânia poderá terminar. Já o antigo primeiro‑ministro interino, Andrey Gjurov, considera que a liderança russa tem antes de mais de pôr fim à guerra lançada contra a Ucrânia para que se possa sentar à mesa das negociações.

Andrej Gjurov, candidato presidencial (Bulgária)
Andrej Gjurov, candidato presidencial (Bulgária) AP Photo

Numa discussão televisiva na noite de quinta‑feira, Yotova voltou a afirmar que “a paz só pode ser alcançada através de negociações”.

“Se despejarmos ainda mais dinheiro na Ucrânia e fornecermos armas novas e mais sofisticadas, isso apenas levará a mais destruição e à morte de muitas pessoas de ambos os lados”, acrescentou.

Yotova descreve‑se como “presidente da paz”, ao mesmo tempo que apoia o reforço da defesa da Bulgária no âmbito da NATO.

Em contraste, Andrey Gjurov argumentou que “a Rússia tem de pôr fim à sua agressão para que se possam dar os passos seguintes”, considerando que a adversária não nomeou a responsabilidade de Moscovo nesta questão.

A Bulgária mantém historicamente laços estreitos com a Rússia, pelo que o país se encontra profundamente dividido quanto a essa relação e a todas as questões que dela decorrem.

O primeiro‑ministro de centro‑esquerda Rumen Radev afirma, tal como Jotova, que um cessar‑fogo na Ucrânia e conversações de paz são a única garantia de que o mar Negro voltará a ser uma rota segura para os navios de carga, que atualmente se tornam alvo com regularidade. Na sequência de incidentes recentes, o chefe de governo convocou o embaixador russo, por considerar que esses ataques servem os interesses de Moscovo, mas, não tendo provas de que o exército russo os tenha perpetrado, não acusou formalmente a liderança russa.

As presidenciais búlgaras ficam parcialmente ensombradas por acusações da oposição de que os meios de comunicação públicos intervieram na campanha de Yotova e de que o governo a favoreceu ao impor restrições temporárias a certas plataformas de redes sociais. A comissão eleitoral negou essas alegações, mas a equipa de Gjurov mantém a intenção de levar o caso a tribunal.

As assembleias de voto abriram às 7 horas de domingo e encerram às 20 horas na Bulgária.

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