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Menor detido após embaixada dos EUA na Rússia alertar para “ameaça credível” de atentado em Moscovo

Festival em “Tsarítsino” em 2017. Arquivo
Festival em “Tsaritsyno” em 2017. Arquivo. -  Direitos de autor  AP Photo/Dmitry Abaza
Direitos de autor AP Photo/Dmitry Abaza
De Irina Sheludkova
Publicado a •Últimas notícias
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No sábado, a embaixada dos Estados Unidos na Rússia emitiu um alerta urgente; o parque-museu “Tsarítsino” foi temporariamente encerrado e, entretanto, reaberto este domingo.

A polícia russa deteve, este domingo, um menor, após a embaixada dos Estados Unidos (EUA) na Rússia ter emitido, no último sábado, um alerta de segurança urgente que apontava para uma "ameaça credível" de atentado em Moscovo.

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Num comunicado citado pelas agências de notícias russas no domingo, o serviço de segurança russo (FSB) afirmou ter detido um menor que tinha publicado fotos de si próprio no TikTok a usar um capuz, boné e óculos de proteção, aparecendo a segurar o que parecia ser uma arma automática.

O menor não identificado, que, de acordo com o FSB, era um cidadão russo, tinha partilhado fotografias tiradas no museu-reserva Tsaritsyno acompanhadas da legenda: "Encontrei um local". Estava alegadamente inscrito num canal neonazi do Telegram, acrescentou o FSB, que não revelou o nome do rapaz.

"Estamos gratos à parte americana pelas informações fornecidas", declarou o FSB, citado pelas agências noticiosas russas.

No alerta emitido ontem, a embaixada dos Estados Unidos (EUA) na Rússia dava conta do risco de um incidente com um grande número de vítimas (mass casualty event)” num dos locais mais visitados de Moscovo, o museu-reserva Tsarítsino, situado na rua Dolskaya, 1.

Na mensagem de alerta acrescentava-se que o governo dos EUA “está a coordenar ações com as autoridades russas competentes para responder à situação”.

A representação diplomática norte-americana não forneceu pormenores sobre um eventual atentado terrorista em preparação e aconselhou as pessoas a não se deslocarem à zona do parque Tsarítsino nesse dia, a manterem a prudência, a terem consigo documentos de identificação e o telemóvel carregado, bem como a acompanharem as publicações dos meios de comunicação social locais.

Depois de a embaixada ter emitido o alerta de emergência, os meios de comunicação estatais russos divulgaram um comentário do Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB), afirmando que “a informação sobre a preparação de um atentado terrorista em Moscovo foi recebida através de canais de parceria a partir dos EUA, estando a ser realizado o trabalho necessário”.

Na noite de sábado, todo o território do parque-museu Tsarítsino foi encerrado “por motivos técnicos” e os visitantes foram retirados. Este domingo, o espaço reabriu normalmente, segundo avançam os meios de comunicação russos.

Após o alerta da embaixada dos EUA, a embaixada da Alemanha na Rússia enviou um aviso de emergência semelhante aos seus cidadãos sobre um possível atentado. A revista alemã Spiegel escreve que teve acesso ao texto do alerta, que foi enviado aos cidadãos alemães na Rússia através do sistema de notificação para situações de crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

O governo do Canadá também reproduziu a mensagem dos EUA sobre a possível ameaça no seu site oficial, na secção destinada aos cidadãos que se encontram na Rússia, em que se sublinha a necessidade de evitar viagens à Federação Russa devido à continuação da invasão russa da Ucrânia e à ameaça de terrorismo.

Aviso antes do atentado no Crocus

Em março de 2024, a Embaixada dos EUA na Rússia emitiu um aviso semelhante alguns dias antes do atentado na sala de concertos Crocus City Hall, em Moscovo. A 22 de março, ocorreu o atentado, que fez mais de 150 vítimas mortais e centenas de feridos.

Três dias antes desse ataque armado, o presidente russo Vladimir Putin, classificou como "provocatórias" as advertências de "várias instituições oficiais ocidentais sobre a possibilidade de ataques terroristas na Rússia". Na altura, afirmou que os avisos se assemelhavam a uma "chantagem descarada» e a "uma intenção de desestabilizar a sociedade".

Segundo a versão oficial, os autores do atentado foram detidos no dia seguinte, na região de Bryansk.

O grupo islamista radical ISIS reivindicou a autoria do ataque, tendo esta versão sido confirmada aos meios de comunicação social norte-americanos pelos serviços secretos dos EUA. O Ministério do Interior alemão afirmou igualmente que por trás do ataque estava uma célula regional do ISIS no Afeganistão. Os serviços secretos de outros países europeus também confirmaram esta informação.

As autoridades russas acusaram a Ucrânia, sem apresentar provas diretas e verificáveis. O processo judicial decorreu à porta fechada. O diretor do FSB, Alexander Bortnikov, afirmou que os serviços de segurança da Ucrânia teriam alegadamente facilitado o atentado. Kiev nega categoricamente qualquer envolvimento. Os países ocidentais refutam totalmente o envolvimento da Ucrânia.

O Departamento de Estado dos EUA mantém para a Rússia o nível máximo de perigo, o quarto nível (Do Not Travel, Não Viajar em português), que recomenda abandonar imediatamente o país devido à continuação da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia e a possíveis ataques com drones, à ameaça de terrorismo, ao risco de perseguição por atos que as autoridades russas possam considerar ilegais, a detenções sem fundamento e às capacidades limitadas dos diplomatas norte-americanos para prestarem assistência.

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