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Habitação: após cargas policiais, protesto voltou ao Rossio sem incidentes violentos

Habitação: após cargas policiais protesto volta ao Rossio sem incidentes violentos
Habitação: após cargas policiais protesto volta ao Rossio sem incidentes violentos -  Direitos de autor  AP Photo/Armando França
Direitos de autor AP Photo/Armando França
De Diana Rosa Rodrigues
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Centenas de pessoas voltaram a juntar-se na Praça do Rossio, em Lisboa, em protesto pelo direito à habitação. Ao contrário da madrugada de domingo, não foram registados confrontos violentos com a polícia. Incidente com petardo foi a situação mais complicada.

A Praça do Rossio, em Lisboa, voltou a ser palco de protestos pela habitação. Centenas de pessoas começaram a reunir-se durante a tarde de domingo, com a manifestação a manter-se calma, com momentos de música e convívio entre os participantes.

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Ao contrário da madrugada de domingo, que registou novos confrontos entre polícia e manifestantes, o protesto da última noite foi mais calmo mas, ainda assim, não foi totalmente livre de incidentes.

Pelas 22h00, três horas depois de uma nova assembleia popular e quando centenas de pessoas estavam concentradas no local, foi registado o rebentamento de um petardo no local. Um indivíduo foi rapidamente identificado pelos manifestantes como o alegado autor do incidente. Um dos elementos do movimento "Acampada de Lisboa" acusou mesmo o homem de ser um agente da PSP à paisana, infiltrado no protesto, algo que as autoridades já negaram.

Perseguido pelos manifestantes, o indivíduo fugiu até um restaurante de uma conhecida cadeia de fast-food, barricando-se no local. A segurança do estabelecimento teve de descer as grades de proteção, de forma a bloquer as entradas e saídas.

A PSP confirmou que se tratava de um indivíduo de 42 anos e que, ao contrário da convicção dos manifestantes, não era agente da polícia. "Informou que fugiu porque foi perseguido pelos manifestantes que diziam que era polícia infiltrado", informou a força policial à agência Lusa.

Além do incidente com o petardo, a PSP também multou alguns condutores que passavam no local e buzinavam em solidariedade com os manifestantes.

Também no Porto os manifestantes voltaram a sair à rua e até chegaram a montar tendas. Durante a madrugada de segunda-feira, e após conversarem com a polícia, optaram por desmobilizar.

Intervenções policiais na noite de sábado para domingo

Os protestos da última noite acontecem depois de uma madrugada violenta no domingo, que voltou a registar cargas policiais em Lisboa e no Porto.

Os confrontos terão feito um total de 100 feridos no conjunto das duas cidades. A PSP confirmou a detenção de 13 pessoas em Lisboa e no Porto "por desobediência à ordem de dispersão, tendo os cidadãos detidos sido encaminhados para instalações policiais, para formalização dos procedimentos legais subsequentes, junto da autoridade judiciária competente".

Os detidos da madrugada de domingo são esta segunda-feira presentes a juiz. O movimento "Acampada de Lisboa" convocou para a tarde uma vigília junto ao Campus da Jusitça em apoio aos seis detidos em Lisboa.

"Perante a repressão contra quem luta, respondemos com solidariedade, união e presença coletiva. Nenhuma pessoa deve enfrentar sozinha a perseguição por participar na luta social pela habitação", escreve o movimento nas redes sociais.

O presidente da República, António José Seguro, informou que pediu esclarecimentos aos responsáveis pelas últimas cargas policiais.

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