O líder socialista prometeu recuperar a confiança na alta velocidade “custe o que custar” após o acidente de Urda, que provocou 69 mortos. Sánchez garantiu uma investigação rigorosa e transparente e confirmou apoios para as vítimas.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, comprometeu-se esta segunda-feira a restabelecer a confiança dos cidadãos na alta velocidade ferroviária “o mais rapidamente possível, custe o que custar”, após o acidente de comboio em Urda (Toledo), que provocou 69 mortos.
Na sua intervenção no fórum World in Progress (WIP), realizado em Barcelona, garantiu uma investigação exaustiva e transparente para esclarecer as causas da tragédia.
Além disso, confirmou que o Conselho de Ministros vai aprovar esta terça-feira um pacote de apoios para as vítimas e os familiares dos mortos, uma medida que o Executivo já tinha adiantado. Os apoios incluem ajuda económica, adiantamentos de indemnizações e mecanismos de assistência para os afetados.
Sánchez recordou o sofrimento das famílias e lamentou as consequências do acidente. “Há dezenas de famílias destruídas por causa de um acidente que jamais devia ter acontecido. E há também um país inteiro que chora com elas”, declarou.
As causas do acidente continuam sob investigação. Sánchez assegurou que as entidades responsáveis por esclarecer o que aconteceu vão dispor dos recursos necessários para realizar o seu trabalho. “Farão isso com todos os meios que forem necessários para esclarecer as causas com total transparência e de forma exaustiva e rigorosa”, afirmou.
As declarações surgem depois de a juíza que investiga o acidente ter ordenado, este fim de semana, procurar as vítimas “de maneira ininterrupta”, também durante a noite.
Até ao momento, as equipas forenses identificaram 66 das 69 pessoas que morreram. As autoridades esperam identificar nas próximas horas as três vítimas restantes, que poderão ser de nacionalidade estrangeira.