Marta Shahbazi seguia a caminho de receber o Prémio José Luis Gómez-Skarmeta 2026 pelas suas “contribuições excecionais para o estudo das fases iniciais do desenvolvimento humano”.
Uma investigadora da Universidade de Cambridge foi identificada como uma das 69 vítimas do grave acidente ferroviário ocorrido em Espanha no início desta semana.
Marta Shahbazi viajava para receber um prémio de excelência científica da Sociedade Espanhola de Biologia do Desenvolvimento quando, na quarta-feira, o comboio em que seguia colidiu com outro serviço perto de Urda, na província de Toledo.
Shahbazi era líder de grupo no Medical Research Council Laboratory of Molecular Biology (LMB) e professora assistente afiliada no Cambridge Stem Cell Institute.
Num comunicado, o LMB afirmou estar “profundamente entristecido com a morte trágica da nossa colega Marta Shahbazi, líder de grupo na Divisão de Biologia Celular”. “Marta era uma cientista inspiradora, talentosa e apaixonada. A sua morte é um choque profundo e uma enorme perda. Os nossos pensamentos estão com a sua família, amigos e colegas nesta altura extremamente difícil”, acrescenta o comunicado da instituição.
A notícia da sua morte foi confirmada pelo centro de investigação CiMUS, em Santiago de Compostela, que a descreveu como uma “jovem investigadora brilhante”.
“A comunidade do CiMUS gostaria de expressar o seu apoio e as mais profundas condolências à nossa querida PI María José Alonso, na sequência da morte da sua sobrinha, Marta Shahbazi, no acidente ferroviário ocorrido em 28 de outubro”, afirmou o centro numa publicação nas redes sociais.
Shahbazi deveria chegar a El Rompido, Huelva, para receber o prémio José Luis Gómez-Skarmeta 2026, atribuído pelas suas “contribuições excecionais para o estudo das fases iniciais do desenvolvimento humano”.
Segundo a Sociedade de Biologia do Desenvolvimento, a sua investigação concentrava-se em “compreender como o embrião humano se organiza durante o desenvolvimento inicial e como as células tomam decisões que determinam o seu destino”, enquanto o trabalho de laboratório se centrava na implantação embrionária.
A colisão ferroviária ocorreu quando um comboio de alta velocidade da Renfe embateu num comboio da Iryo que estava parado, nos arredores de Urda, a sul da capital espanhola, Madrid.