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UE contesta na Organização Mundial do Comércio taxas dos EUA

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Comissária Europeia Comércio Cecilia Malmstrom em conferência de imprensa
Comissária Europeia Comércio Cecilia Malmstrom em conferência de imprensa Direitos de autor  REUTERS/YVES HERMAN
Direitos de autor REUTERS/YVES HERMAN
De Ricardo Borges de Carvalho
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Bruxelas discorda da legalidade da imposição das novas tarifas sobre o aço e alumínio, ao mesmo tempo que se prepara para retaliar. Ainda este mês deverá impôr taxas sobre produtos de origem norte-americana, como tabaco, jeans ou motos.

A União Europeia vai contestar na Organização Mundial do Comércio a legalidade das novas tarifas que os Estados Unidos impuseram para o aço e alumínio vindos da Europa.

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Bruxelas já tem preparado um pacote de medidas sobre alguns produtos norte-americanos americanos como forma de retaliação e que deverá entrar em vigor ainda este mês.

A Comissária Europeia do Comércio, Cecília Malmstrom, diz que a decisão de Donald Trump põe em causa a recuperação global da economia.

"Não usaria o termo guerra comercial porque tem um efeito psicológico e porque também não estamos nessa fase. Mas a situação é preocupante, pode escalar e a recuperação económica que temos visto não apenas na União Europeia mas global, corre o risco de diminuir por causa disto. Os Estados Unidos estão a jogar um jogo perigoso"

A presidente da Câmara do Comércio americana na União Europeia, Susan Danger, considera que uma eventual escalada nesta luta comercial não vai beneficiar nenhum dos lados.

"A relação União Europeia - Estados Unidos é uma das mais fortes dos mundo, na realidade, é a maior do mundo. Representa 15 milhões de empregos nos dois lados do Atlântico e dois biliões de euros de investimento só no ano passado. Por isso existe uma preocupação séria de como esta relação vai continuar. Preocupa-nos o risco de uma escalada que leve a mais retaliações comerciais, ataques e contra-ataques que não vão ajudar ninguém."

Canadá e México responderam à decisão de Donald Trump com a imposição de taxas de milhares de milhões de euros sobre os produtos norte-americanos como sumo de laranja ou carne de porco.

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