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Ações da Novo Nordisk caem 17% após previsão fraca para 2026

ARQUIVO - Logótipo da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk exposto sobre um posto de negociação na Bolsa de Nova Iorque, 24 de novembro de 2025.
ARQUIVO - Logótipo da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk exposto sobre um posto de negociação no piso da Bolsa de Nova Iorque, 24 de novembro de 2025. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Una Hajdari
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As ações afundaram depois de a empresa prever uma queda de 5% a 13% nas vendas e no resultado operacional de 2026, devido a preços mais baixos nos EUA e à concorrência crescente

As ações da Novo Nordisk caíram acentuadamente esta quarta-feira, depois de a empresa ter alertado para uma quebra das vendas e dos lucros em 2026.

Os títulos da farmacêutica dinamarquesa recuaram cerca de 17% na abertura da sessão em Copenhaga, anulando os ganhos acumulados desde o início do ano. A queda seguiu-se à divulgação antecipada das previsões da empresa para 2026.

Tanto as vendas como o resultado operacional deverão recuar entre 5% e 13% este ano, muito aquém do esperado pelos analistas.

A empresa já tinha revisto em baixa as projeções para 2025 em julho, apontando dificuldades no mercado norte-americano, o que provocou uma queda superior a 20% das ações numa só sessão.

Pressão nos EUA

A Novo Nordisk afirma estar a baixar preços para tornar os seus medicamentos GLP-1 mais acessíveis, apesar de a medida dever penalizar o desempenho no curto prazo.

A empresa enfrenta uma concorrência crescente nos Estados Unidos de formulações manipuladas mais baratas de semaglutido — o princípio ativo do Wegovy e do antidiabético Ozempic —, bem como da rival Eli Lilly.

Há, contudo, alguns sinais mais positivos. A nova versão oral do Wegovy regista uma forte procura inicial nos EUA.

A Novo Nordisk teve em 2025 o pior ano de que há registo, com as ações a desvalorizarem quase 50%.

A empresa passou também por mudanças profundas na liderança, ao nomear o primeiro presidente executivo não dinamarquês e ao chamar de volta o antigo CEO Lars Rebien Sørensen para a presidência do conselho de administração.

Em paralelo, fechou um acordo com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um programa associado à TrumpRx e a descontos diretos aos consumidores.

O preço de lançamento do novo comprimido de Wegovy foi fixado em 149 dólares (126 euros), muito abaixo do valor da versão injetável um ano antes.

O fim de patentes em vários mercados fora dos Estados Unidos deverá também pressionar as vendas em 2026.

Entretanto, o responsável pelo negócio da Novo nos EUA, David Moore, que supervisionou o lançamento do comprimido, está de saída da empresa por motivos pessoais. Será substituído por Jamie Miller, ex-UnitedHealth.

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