Benoît Payan afirmou que o rapper "não é bem-vindo" para atuar no concerto que tem agendado para o estádio Velódrome, a 11 de junho.
O presidente da Câmara de Marselha, a segunda maior cidade de França, não quer que o rapper americano Kanye "Ye" West se aproxime da sua cidade.
Benoît Payan opôs-se à visita de West, depois de o controverso cantor ter anunciado um concerto no estádio Vélodrome, a 11 de junho - o único concerto de West em França.
Numa mensagem publicada na rede social X, Payan afirmou: "Recuso-me a deixar que Marselha se torne uma montra para aqueles que promovem o ódio e o nazismo sem remorsos. Kanye West não é bem-vindo ao Vélodrome, o nosso templo da convivência e de todos os marselheses".
Payan não é o único a querer que West se afaste. O CRIF (Conselho Representativo das Instituições Judaicas em França) considera que acolher "alguém que professou a sua admiração por Hitler levanta uma verdadeira questão moral".
Anteriormente, West viu o seu visto australiano cancelado e foi ameaçado de prisão imediata no Brasil.
Nos últimos anos, West tem feito numerosos comentários racistas e antissemitas, chegando ao ponto de publicar uma fotografia de trajes do KKK, anular o seu anterior pedido de desculpas à comunidade judaica, declarar-se "um nazi" e afirmar que tem "domínio sobre a sua mulher". West também começou a vender t-shirts com a suástica e lançou uma canção intitulada "Heil Hitler", na qual elogiava o líder nazi.
Em janeiro de 2026, o cantor pediu desculpa numa carta publicada pelo Wall Street Journal, na qual afirmava que "perdeu o contacto com a realidade" e que o seu comportamento se devia à sua perturbação bipolar - uma doença que anteriormente ignorava.