Mais de vinte mulheres acusam o artista de violência sexual. Foi formalmente indiciado em quatro processos por factos alegados entre 2018 e 2019. O tribunal não atendeu ao pedido do Ministério Público para a sua prisão preventiva.
Em França, alvo de várias queixas apresentadas por mulheres que o acusam de violência sexual e constituído arguido em quatro processos relativos a factos alegadamente cometidos entre 2008 e 2019, Patrick Bruel saiu em liberdade, mas sujeito a controlo judicial, no final de uma detenção para interrogatório de 48 horas.
O artista ficou ainda com o estatuto de testemunha assistida noutros quatro processos.
"A constituição de arguido de Patrick Bruel estava a ser ponderada em nove processos. Nesses nove processos, os juízes de instrução decidiram constituí-lo arguido em quatro. Noutros quatro processos, os juízes de instrução decidiram atribuir a Patrick Bruel o estatuto de testemunha assistida. Quanto ao último processo, o prazo de prescrição já tinha expirado e, por isso, não foi analisado", esclareceu a advogada de Patrick Bruel, Fanny Colin.
Juiz das liberdades e da detenção do tribunal de Nanterre não acompanhou o pedido do Ministério Público, que tinha solicitado a colocação do artista em prisão preventiva.
No âmbito do controlo judicial, Patrick Bruel está proibido de sair do território francês. Também lhe está vedado contactar as queixosas e os respetivos familiares, deslocar-se às suas residências ou frequentar salões de massagem. O artista tem ainda de comprovar acompanhamento psicológico e prestar uma caução de 500 000 euros.
O Ministério Público tem agora um prazo de dez dias para recorrer desta decisão.
Ícone da música francesa, Patrick Bruel deveria iniciar este verão uma digressão por festivais, com perto de 15 datas. O cantor acabou por cancelar todos os concertos previstos até setembro.