Lior Raz, um dos criadores da série, disse ao site Tudum, da Netflix, esperar que o público compreenda a importância da paz, a necessidade de pensar de outra forma e como a guerra está a destruir o mundo.
A série israelita "Fauda" regressou, na terça-feira, à Netflix com a quinta temporada.
Nas primeiras temporadas, a série procurou retratar histórias humanas de ambos os lados do conflito israelo-palestiniano.
A nova temporada, criada por Avi Issacharoff e Lior Raz, decorre dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, levados a cabo pelo grupo islamita Hamas no sul de Israel.
Acompanha a história de Doron Kavillio, comandante de uma unidade militar israelita de operações encobertas que persegue um operativo do Hamas que julgava ter morto.
Doron ruma também a Marselha, em França, depois de descobrir que um velho amigo se lançou numa missão de vingança não autorizada.
Raz, que interpreta Doron, disse ao site oficial da Netflix, Tudum, que a quinta temporada "não é sobre tentar mostrar o que aconteceu".
"Tratava-se de tentar contar uma história, de perceber como conseguiríamos inserir as nossas personagens nessas situações e nessa história que aconteceu de facto", explicou Raz.
"Por isso, para nós, era importante ser muito rigorosos em relação ao que aconteceu na realidade, mas também colocar as nossas personagens nesta situação imprevisível".
Raz acrescentou que esperava que os espectadores percebessem "como a paz é importante, como temos de pensar de forma diferente e como a guerra está a destruir o mundo".
"Está a destruir a nossa região, está a destruir o nosso país e, seguramente, os países deles. Sabemos que as pessoas veem esta série em todo o mundo, no mundo árabe, em Israel, e verão que o preço da guerra é pesado e que precisamos de ter esperança para resolver esta situação", afirmou.
Os ataques do Hamas a Israel, a 7 de outubro, mataram cerca de 1.200 pessoas e outras 251 foram feitas reféns e levadas para a Faixa de Gaza.
Em resposta, Israel iniciou uma campanha aérea contra Gaza e lançou, simultaneamente, uma invasão terrestre do território.
A ofensiva israelita já causou a morte de mais de 73.600 palestinianos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. As Nações Unidas consideram fiáveis os números do ministério e responsáveis israelitas afirmaram, entretanto, que os dados são, em geral, exatos.