Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Hungria exige à UE que levante as sanções contra a energia russa

Preços afixados numa bomba de gasolina com o Banco Central Europeu em fundo, em Frankfurt, Alemanha, segunda-feira, 2 de março de 2026.
Preços afixados numa bomba de gasolina com o Banco Central Europeu em fundo, em Frankfurt, Alemanha, segunda-feira, 2 de março de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sandor Zsiros
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, escreveu aos líderes da UE exigindo a suspensão das sanções contra a Rússia, numa altura em que os preços da energia estão a subir. A Comissão Europeia ainda não respondeu.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, apelou à União Europeia para suspender as sanções contra as importações de energia russas, citando o aumento dos preços da energia em toda a Europa.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Os preços do petróleo ultrapassaram os 100 dólares (87 euros) por barril pela primeira vez desde agosto de 2022, ameaçando fazer subir os preços ao consumidor. Os preços do gás natural também subiram acentuadamente.

A UE impôs sanções às importações de petróleo russo em 2022, na sequência da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. A Hungria e a Eslováquia receberam isenções e continuaram a importar volumes significativos de petróleo da Rússia através do oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano.

O oleoduto foi danificado por um ataque de um drone russo no final de janeiro e não foi reparado desde então.

"O bloqueio do petróleo ucraniano e a guerra no Médio Oriente estão a fazer disparar os preços do petróleo. A Europa tem de atuar. Hoje, escrevi ao presidente Costa e a Von der Leyen pedindo a revisão e a suspensão das sanções contra a energia russa", escreveu Orbán numa publicação nas redes sociais na segunda-feira.

Não foram divulgados mais pormenores sobre a carta. O governo húngaro também introduziu um limite máximo para os preços da gasolina e do gasóleo e libertou reservas estatais.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, também criticou os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, considerando-os uma das principais causas do aumento do preço da energia.

"As pessoas começam a aperceber-se de que é perigoso ter vários conflitos regionais e compreendem que estes podem conduzir a uma guerra global. Temem um aumento descontrolado dos preços da energia e muitos interrogam-se sobre o que acontecerá se houver escassez de gás ou de petróleo", afirmou Fico.

A Comissão Europeia ainda não respondeu ao pedido.

Atualmente, as sanções da UE aplicam-se apenas ao petróleo russo, mas o GNL russo será sancionado no final deste ano.

O bloco comprometeu-se a eliminar gradualmente todos os combustíveis fósseis russos até 2027, uma medida adoptada por maioria qualificada, apesar da oposição da Hungria e da Eslováquia, que desde então lançaram ações judiciais para anular a decisão.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Parlamento Europeu pronto para aprovar projeto de lei sobre deportação

NATO interceta um segundo míssil iraniano no espaço aéreo turco

Oschadbank da Ucrânia exige a devolução do dinheiro e nega as acusações de máfia