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Portugal junta-se a coligação de países que querem contribuir para reabrir Estreito de Ormuz

Avião sobrevoa as montanhas a sul do estreito de Ormuz, perto da cidade de Khasab, no Omã, janeiro de 2012
Avião sobrevoa as montanhas a sul do estreito de Ormuz, perto da cidade de Khasab, no Omã, janeiro de 2012 Direitos de autor  AP Photo
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De João Azevedo
Publicado a Últimas notícias
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Iniciativa foi lançada, na última quinta-feira, por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, reunindo agora, no total, 30 países, que pedem respeito pela liberdade de navegação e manifestam disponibilidade para assegurar a "passagem segura pelo Estreito".

Portugal é um dos mais recentes países a juntar-se à coligação internacional que assume "disponibilidade" para levar a cabo "esforços" no sentido de restituir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão como forma de retaliação contra os bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos em solo iraniano, iniciados a 28 de fevereiro.

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A informação foi confirmada na segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O grupo reúne agora, no total, 30 países da Europa, América, Oceânia e Ásia, incluindo vizinhos do Irão como o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos.

A iniciativa foi lançada na última quinta-feira por Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, que subscreveram uma declaração a condenar os ataques do Irão contra "embarcações comerciais desarmadas no Golfo" e o "encerramento de facto do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas".

"Manifestamos a nossa disponibilidade para contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão a empenhar-se no planeamento preparatório", lê-se na declaração conjunta.

Os signatários fazem um apelo ao respeito pela liberdade de navegação, "um princípio fundamental do direito internacional" e instam diretamente o Irão a pôr fim imediato às "ameaças, lançamento de minas, ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial".

No documento, é também sublinhado que a "interferência na navegação internacional e a perturbação das cadeias de abastecimento energético globais constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais". Por isso, a coligação pede uma "moratória imediata e abrangente sobre os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás".

A declaração foi emitida poucas horas depois de a companhia energética estatal do Qatar ter confirmado danos consideráveis no complexo de gás natural liquefeito de Ras Laffan, na sequência de ofensivas atribuídas ao Irão. Antes disso, Israel tinha atacado o campo de gás de South Pars, no Irão, com o agravamento do conflito a levar a uma disparada dos preços dos combustíveis.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de cinco dias com o Irão, o que teve impacto nos custos da energia ao longo do dia. Ao final da tarde, o petróleo recuava mais de 10% para 95 dólares, sendo que o gás na Europa teve uma descida superior a 5% para 56 euros/MWh.

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