Agentes foram formalmente notificados, depois de não terem intervido e depois fugido do local onde ocorreu um tiroteio fatal. Pelo menos sete pessoas morreram no ataque. que aconteceu no sábado. O atirador acabou por ser abatido por uma unidade especial da polícia.
Dois agentes da polícia de Kiev estão a ser processados na Ucrânia depois de as imagens das câmaras de vigilância os terem mostrado a fugir do local de um tiroteio, no sábado.
Os agentes terão sido formalmente notificados, estando em causa possíveis crimes de negligência.
O presidente ucraniano confirmou na segunda-feira à noite que as patrulhas foram alertadas e deslocaram-se ao local, mas não intervieram e que tinham sido reunidas provas suificientes para iniciar os respetivos processos.
Volodymyr Zelenskyy disse que a unidade de patrulha foi alertada de que havia um tiroteio, saiu, viu os feridos, incluindo uma criança pequena, e os civis no local. Ainda assim, os dois agentes não prestaram qualquer auxílio e acabaram mesmo for fugir do local, numa ação que, segundo Zelenskyy, "não pode ficar sem consequências".
O responsável do departamento de patrulhas da polícia de Kiev, Yevhen Zhukov, demitiu-se no domingo na sequência do caso.
No sábado à tarde, um homem armado abriu fogo contra transeuntes perto de edifícios residenciais e de um centro comercial numa zona movimentada do centro de Kiev.
O atirador matou sete pessoas e feriu ouras 14, incluindo um rapaz de 12 anos, antes de ser abatido pela polícia. O suspeito tinha 58 anos, nasceu na Rússia mas vivia há muito tempo na Ucrânia. O seu nome não foi divulgado pela polícia e ainda não se sabe ao certo qual foi o motivo do ataque.