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Migrações: Grécia, Chipre, Itália e Malta unem esforços para evitar nova crise

Migrantes no Mediterrâneo (Fotografia de ficheiro)
Migrantes no Mediterrâneo (Fotografia de ficheiro) Direitos de autor  AP Photo/Francisco Seco
Direitos de autor AP Photo/Francisco Seco
De Akis Tatsis
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Os líderes dos quatro países reuniram-se à margem do Conselho informal da UE em Chipre. Analisaram medidas comuns para gerir eventuais fluxos migratórios intensificados e reforçar as fronteiras externas.

Os líderes de Chipre, da Grécia, de Itália e de Malta reuniram-se num encontro realizado à margem da sessão informal do Conselho Europeu na cidade cipriota de Agia Napa.

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De acordo com a declaração conjunta, o presidente da República de Chipre e os primeiros-ministros dos três países debateram possíveis iniciativas que poderiam ser implementadas de forma coordenada e coerente, com o objetivo de evitar uma nova crise migratória semelhante à de 2015.

Esta referência está em consonância com as conclusões do Conselho Europeu de 19 de março de 2026, onde se sublinha a necessidade de a União se preparar para possíveis cenários de fluxos acrescidos.

No centro das discussões esteve também a necessidade de acelerar os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, tendo os quatro líderes salientado que a estabilização da região constitui uma condição essencial para a redução das pressões migratórias.

Salientaram igualmente a importância de prosseguir com a cooperação com os países parceiros na região, a fim de garantir a prestação de ajuda humanitária e apoio às populações afetadas.

Países da linha da frente

Foi dada especial ênfase ao papel dos quatro Estados enquanto países da linha da frente, uma vez que se situam nas fronteiras externas da União Europeia e podem vir a enfrentar fluxos migratórios acrescidos e, eventualmente, incontroláveis.

Neste contexto, foram analisadas possíveis medidas para reforçar a segurança e a gestão eficaz das fronteiras externas, com referência expressa ao pleno respeito pelo direito internacional.

Os líderes reiteraram também a necessidade de definir uma abordagem europeia comum, a fim de reforçar a eficácia das políticas nacionais e evitar reações fragmentadas. Conforme referido, a ação coordenada a nível da União Europeia é considerada crucial para fazer face a uma eventual escalada dos fluxos migratórios associados aos desenvolvimentos no Médio Oriente.

Neste contexto, as quatro partes encarregaram os ministros responsáveis pelas pastas dos Assuntos Internos e da Migração de prosseguir com a sua estreita coordenação. Esta cooperação incluirá, entre outros aspetos, a análise das formas de melhor integrar as iniciativas nacionais no quadro europeu, em colaboração com a Comissão Europeia, com o objetivo de uma gestão mais coerente e eficaz dos desafios.

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