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Reino Unido e Polónia assinam “importante” tratado de defesa

Imagem do primeiro-ministro polaco Donald Tusk com o seu homólogo britânico, Keir Starmer
Imagem do primeiro-ministro polaco Donald Tusk com o seu homólogo britânico, Keir Starmer Direitos de autor  Donald Tusk/X
Direitos de autor Donald Tusk/X
De Nathan Rennolds
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O tratado insere-se nos esforços de Starmer para aprofundar a cooperação com a União Europeia, da qual o Reino Unido decidiu sair em 2016, após um referendo divisivo.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e o seu homólogo britânico, Keir Starmer, assinaram na quarta-feira um novo e “importante” tratado de defesa e segurança, numa altura em que o líder britânico, que se encontra sob pressão, continua a trabalhar para restabelecer as relações com a Europa.

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Os dois líderes reuniram-se em Londres para fechar o acordo, o qual visa reforçar o controlo das fronteiras britânicas, combater o crime organizado, fortalecer a defesa coletiva e aprofundar a cooperação com a União Europeia, da qual o Reino Unido decidiu sair em 2016, após uma campanha de referendo divisiva.

Cezary Tomczyk, secretário de Estado da Defesa da Polónia, publicou na rede social X um vídeo dos dois líderes a posarem juntos após a assinatura do acordo, escrevendo: “A história está a desenrolar-se diante dos nossos olhos”.

Tomczyk adiantou que o acordo inclui igualmente disposições "claras e específicas sobre assistência militar em caso de ameaça, transferência de tecnologia, cooperação em cibersegurança e a identificação da Rússia como a maior ameaça para a Europa".

Este texto surge na sequência de novos tratados semelhantes que o Reino Unido assinou com a Alemanha e França, inserindo-se na estratégia de Starmer para reforçar os laços com a UE.

O primeiro-ministro britânico tem estado sob forte pressão nas últimas semanas, após os resultados desastrosos do Partido Trabalhista nas eleições locais no início deste mês.

Ainda assim, o chefe do Governo manteve uma postura desafiante, apesar dos apelos à demissão, afirmando, após as eleições, que enfrentaria os grandes desafios e devolveria a esperança ao país.

A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia voltou a ser tema central em todo o país, numa altura em que as figuras do Partido Trabalhista disputam posições perante uma potencial corrida à liderança.

No início do mês, o antigo ministro da Saúde, Wes Streeting, classificou o voto a favor do Brexit como um "erro catastrófico", ao anunciar a sua candidatura a qualquer disputa pela liderança.

"Sair da União Europeia foi um erro catastrófico", afirmou Streeting durante uma intervenção na conferência Progress do Partido Trabalhista. "Ficámos menos ricos, menos poderosos e com menos controlo do que em qualquer momento antes da revolução industrial."

“Precisamos de uma nova relação especial com a UE, porque o futuro do Reino Unido passa pela Europa e, um dia, um dia, pelo regresso à União Europeia”, acrescentou.

Kemi Badenoch, líder da oposição, afirmou que tais apelos são “um sinal de um Partido Trabalhista que não tem um plano para o país”.

“Querem voltar atrás e voltar a lutar guerras que ficaram resolvidas há muito tempo”, disse a líder conservadora.

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