A presidente da Moldova, Maia Sandu, afirmou que daria início, na segunda-feira, a consultas com os partidos políticos nacionais sobre a escolha de um novo primeiro-ministro.
O primeiro-ministro moldavo, Alexandru Munteanu, anunciou a sua demissão na sexta-feira, sem dar muitas explicações, afirmando apenas que já não conseguia governar de acordo com os seus "princípios e convicções".
"Aceitei a responsabilidade de exercer o cargo de primeiro-ministro com um profundo sentido de dever e a firme convicção de que poderia ajudar a promover mudanças positivas", escreveu Munteanu numa publicação nas redes sociais. "No momento em que percebi que já não conseguia cumprir o meu mandato de acordo com os meus princípios e convicções, optei por demitir-me."
Em reação à notícia, na rede social X, a presidente da Moldova, Maia Sandu, agradeceu a Munteanu pelo trabalho realizado e anunciou que iniciará, na segunda-feira, consultas com os partidos políticos do país para a escolha de um novo primeiro-ministro.
"O caminho da Moldova mantém-se inalterado: reformas e adesão à UE", acrescentou Sandu.
Numa conferência de imprensa, Sandu refutou as sugestões de que Munteanu se teria demitido por "não lhe ter sido permitido lutar contra os abusos", classificando tais alegações de "falsas".
"O primeiro-ministro teve liberdade total para dirigir o governo como entendeu", disse aos jornalistas.
Munteanu assumiu o cargo em novembro de 2025, tendo anteriormente ocupado vários cargos na área financeira, nomeadamente no Banco Nacional da Moldova e no Banco Mundial, em Washington. É também o fundador e sócio-gerente da 4i Capital Partners, uma empresa que gere carteiras de investimentos na Moldova, na Ucrânia e na Bielorrússia.
A sua demissão surge no contexto de uma controvérsia em torno da MoldATSA, a empresa estatal de serviços de navegação aérea da Moldova, que tem estado no centro de notícias na comunicação social sobre salários inflacionados.