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Portugal: incêndio que começou em Valpaços mobiliza quase mil operacionais

Bombeiros combatem um incêndio numa floresta de eucaliptos nos arredores de Sever do Vouga, no norte de Portugal, na quarta-feira, 18 de setembro de 2024
Bombeiros combatem um incêndio numa floresta de eucaliptos nos arredores de Sever do Vouga, no norte de Portugal, na quarta-feira, 18 de setembro de 2024 Direitos de autor  AP Photo/Bruno Fonseca
Direitos de autor AP Photo/Bruno Fonseca
De Catarina Martins
Publicado a Últimas notícias
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Incêndio de Valpaços continua a mobilizar cerca de mil operacionais. Fogo em Chaves mantém-se ativo e o de Penafiel foi extinto.

Cerca de mil operacionais e mais de 300 meios terrestres continuam a combater o incêndio que começou, na terça-feira, em Valpaços e que, na quinta-feira, alastrou aos concelhos de Mirandela e de Vinhais.

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Segundo a imprensa nacional, o balanço provisório, de ontem à noite, dava conta de cinco feridos ligeiros, três bombeiros, um militar da GNR e um civil, pelo menos 21 casas danificadas, duas indústrias e um armazém agrícola atingidos.

Incêndio de Chaves continua ativo

O incêndio de Chaves, que deflagrou ontem em Redondelo, mantém, esta sexta-feira, um setor junto à autoestrada A24 em atividade e mobiliza mais de 200 operacionais e mais de 60 meios terrestres, esta sexta-feira.

No entanto, segundo avançou à Lusa fonte da Proteção Civil, não representa risco para casas e deverá ficar resolvido ao logo do dia.

Num balanço feito pelas 07:15, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, adiantou que o fogo se encontra em resolução em cerca de 60% a 70%, mas que ainda há uma zona agrícola que obriga "a muito trabalho".

Entretanto, o incêndio de Penafiel, que lavrou na localidade de duas igrejas, já foi extinto.

Portugal conta, este verão, com 15.149 operacionais e 76 meios aéreos no combate aos incêndios florestais.

Mais de 50 concelhos em perigo máximo

A Proteção Civil ativou o estado de prontidão especial de nível II para o litoral e de nível III para o interior de Portugal Continental, numa altura em que mais de 50 concelhos do interior e do Algarve estão, esta sexta-feira, em perigo máximo de incêndio, apesar da descida prevista da temperatura.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os concelhos em risco máximo distribuem-se pelos distritos de Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Coimbra, Viseu, Vila Real, Bragança, Guarda e Faro.

Nos restantes distritos há concelhos em perigo muito elevado, com exceção de Viana do Castelo, Lisboa e Setúbal, onde o risco varia entre elevado e moderado.

O IPMA prevê uma pequena descida da temperatura mínima no interior Norte e Centro e uma ligeira subida da temperatura no Algarve.

Évora e Beja deverão registar a temperatura mais elevada, com 36 graus. Em Lisboa são esperados 29 graus e no Porto 23.

O perigo de incêndio rural é avaliado pelo IPMA numa escala de cinco níveis, de reduzido a máximo, tendo em conta a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a precipitação registada nas últimas 24 horas.

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