Na sexta-feira Nápoles registou o sismo mais forte em 40 anos; o INGV fala num enxame sísmico. Em Pozzuoli, blocos de rocha atingiram carros estacionados. Entretanto, o número de feridos subiu para 26 e 130 famílias tiveram de deixar as suas casas.
Vinte e uma pessoas ficaram feridas devido ao sismo de magnitude 4,7 registado na sexta-feira com epicentro nos Campi Flegrei, em Nápoles. Duas encontram-se em estado grave.
Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), às 19h49 foi registado um sismo de magnitude 4,7, a cerca de 3 km de profundidade, entre as localidades de Pozzuoli e Quarto. Foi o abalo mais forte dos últimos quarenta anos.
O instituto confirmou que, na área, está em curso um enxame sísmico e que, até agora, foram detetados, de forma preliminar, pelo menos 17 sismos com magnitude superior a 2,0. O evento foi sentido em toda a área dos Campi Flegrei, em toda a cidade de Nápoles, em Ischia e na península de Sorrento.
Terramoto provoca danos nos Campi Flegrei
O sismo provocou danos significativos, segundo apurado na reunião de atualização do centro de coordenação de socorro. Pozzuoli foi a localidade com o maior número de ocorrências: de um edifício desprenderam-se pedras de tufo que caíram sobre algumas viaturas estacionadas.
Novas informações divulgadas pelas autoridades dão conta de que 130 agregados familiares foram evacuados de suas casas e encaminhados para centros de acolhimento. "Muitos deles foram acolhidos nos centros criados pelos municípios de Nápoles e Pozzuoli. Cinco pessoas foram hospitalizadas devido a traumatismos e fraturas", afirmou o ministro da Proteção Civil e das Políticas Marítimas, Nello Musumeci. Um idoso de 80 anos, acamado, foi resgatado com recurso a uma escada automática, pois as escadas da sua habitação ficaram danificadas pelo abalo.
O porto de Pozzuoli, que assegura as ligações mais frequentes às ilhas de Procida e Ischia, foi encerrado porque o cais do molhe não é seguro. Durante a noite, foi retomada a circulação ferroviária no nó de Nápoles. Devido ao sismo, registaram-se atrasos superiores a seis horas.