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Lituânia alerta: Rússia pode usar drones ucranianos falsos para atingir infraestruturas bálticas

Militares da brigada ucraniana K-2 lançam um drone de médio alcance contra posições russas na região de Donetsk, 22 de junho de 2026
Militares da brigada K-2 da Ucrânia lançam um drone de médio alcance contra posições russas na região de Donetsk, 22 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Giedre Peseckyte
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Moscovo poderá reutilizar peças recuperadas de drones ucranianos para atacar infraestruturas no Báltico e minar o apoio da NATO a Kiev, afirmou o ministro da Defesa lituano.

A Rússia está a ponderar organizar um ataque de bandeira falsa contra infraestruturas críticas nos países bálticos, utilizando drones ucranianos, numa tentativa de desacreditar Kiev e enfraquecer o apoio da NATO à Ucrânia, alertou o ministro da Defesa da Lituânia, Robertas Kaunas.

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“Estamos a falar de uma potencial operação de bandeira falsa em que poderia ser usado um drone ucraniano falsificado”, disse em conferência de imprensa. “Esse é o cenário mais realista neste momento.”

Para um ataque deste tipo, poderiam ser usadas peças de drones ucranianos que foram lançados contra alvos militares e energéticos dentro da Rússia.

A Ucrânia tem lançado repetidamente ataques com drones de longo alcance contra alvos em território russo. Embora muitos atinjam os seus objetivos, outros são intercetados ou caem, deixando destroços nas mãos russas.

“A Rússia é capaz de os montar num dispositivo funcional e existe uma possibilidade teórica de que um equipamento deste tipo… possa ser usado numa operação de falsa bandeira”, afirmou Kaunas.

Ministro lituano da Defesa Nacional, Robertas Kaunas, discursa no Diálogo Shangri-La, em Singapura, 30 de maio de 2026
Ministro lituano da Defesa Nacional, Robertas Kaunas, discursa no Diálogo Shangri-La, em Singapura, 30 de maio de 2026 AP Photo

O ministro disse não haver indicação de que uma operação deste tipo seja iminente, mas afirmou que a Rússia está a planear ativamente vários cenários.

A advertência surge após recentes notícias na comunicação social lituana de que os serviços de informações militares do país consideram que a Rússia está a ponderar ataques contra infraestruturas críticas em todo o Báltico, usando drones de fabrico ucraniano.

O país báltico, com menos de 3 milhões de habitantes, reforçou a segurança em torno de infraestruturas energéticas chave, como o terminal de gás natural liquefeito de Klaipėda, a interligação elétrica LitPol Link com a Polónia, perto de Alytus, uma importante subestação transformadora no distrito de Alytus e a central hidroelétrica de bombagem de Kruonis.

Tentativa de enfraquecer o apoio da NATO

A Lituânia registou várias incursões de drones nos últimos anos. No início deste ano, as autoridades lituanas concluíram que os drones que caíram no seu território eram aeronaves ucranianas desviadas das rotas previstas por sistemas eletrónicos russos, quando realizavam ataques em território russo. No ano passado, dois drones russos atravessaram igualmente o espaço aéreo lituano, partindo da Bielorrússia, antes de caírem.

No entanto, uma ofensiva deliberada contra infraestruturas críticas representaria uma escalada significativa. Segundo o ministro, o Kremlin precisa dessa escalada numa altura em que a sociedade russa começa a questionar "por que razão há falta de combustível, por que razão ardem os armazéns e por que razão drones ucranianos sobrevoam a Rússia".

Pessoas procuram abrigo num parque de estacionamento subterrâneo durante um alerta de ataque aéreo em Vilnius, 20 de maio de 2026
Pessoas procuram abrigo num parque de estacionamento subterrâneo durante um alerta de ataque aéreo em Vilnius, 20 de maio de 2026 Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved

“Para preservar o poder e manter a imagem de vitória, o regime russo procura formas alternativas de escalar a situação”, disse Kaunas.

Kaunas defendeu que um dos objetivos de Moscovo é semear divisões dentro da aliança e reduzir o apoio militar ocidental a Kiev.

“Mas posso garantir que isso não vai acontecer”, afirmou Kaunas.

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