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Dinamarca, Portugal e Lituânia lideram: renováveis são 46% da electricidade da UE

Sol nasce por detrás de postes de eletricidade e de uma turbina eólica em Frankfurt, Alemanha, na madrugada de sábado, 27 de julho de 2019.
O sol nasce por detrás de postes de eletricidade e de uma turbina eólica em Frankfurt, Alemanha, na madrugada de sábado, 27 de julho de 2019 Direitos de autor  Michael Probst/Copyright 2019 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2019 The AP. All rights reserved
De Angela Symons
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UE atinge marco histórico nas energias renováveis: que países lideram a transição e quais continuam a ficar para trás

A quota de eletricidade gerada a partir de fontes renováveis na UE continua a aumentar, revelam novos dados do Eurostat

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No primeiro trimestre de 2026, atingiu 45,5% da eletricidade total produzida, contra 42,7% no mesmo período de 2025

A energia eólica liderou, ao representar 44,9% da eletricidade renovável total, seguida pela hidroeletricidade com 28% e pela energia solar com 17,3%. O restante provém de combustíveis renováveis (9,4%) e de geotermia e outras fontes de energia (0,4%).

A tendência surge numa altura em que a UE reforça a aposta em energia verde produzida internamente como medida de segurança nacional, depois de a crise energética provocada pela guerra com o Irão ter evidenciado a volatilidade da dependência das importações de combustíveis fósseis

Que países da UE lideram nas renováveis e quais ficam para trás

A Dinamarca lidera com a maior quota de eletricidade proveniente de fontes renováveis na UE, 90% – sobretudo energia eólica –, segundo o Eurostat. Em segundo lugar, graças à abundância de hidroeletricidade, Portugal apresenta 82,9%, seguido da Lituânia – outro país de referência na energia eólica – com 75,7%.

No extremo oposto, os países que menos beneficiam da transição verde são a Chéquia, com 12,7% da eletricidade gerada a partir de renováveis, Malta (13%) e a Eslováquia (17,2%).

Energias renováveis fazem baixar faturas das famílias na Europa

Além de reduzir drasticamente as emissões que aquecem o planeta, o investimento em renováveis está a ajudar a baixar as contas de energia numa altura em que os preços do gás atingem máximos históricos. Em 2025, a UE poupou 51,4 mil milhões de euros ao reduzir as importações de combustíveis fósseis, segundo um relatório recente da Agência Internacional de Energia (AIE)

Um relatório separado do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA (fonte em inglês)) conclui que os consumidores de cinco países da UE – Dinamarca, Finlândia, França, Suécia e Eslováquia – irão poupar 8,5 mil milhões de euros nas suas faturas de energia este ano graças à elevada quota de energia limpa no seu mix elétrico.

Para além dos preços elevados do petróleo e do gás devido à crise em curso na rota marítima do Estreito de Ormuz, que o Irão fechou em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, as contas de energia na Europa aumentaram ainda mais durante a onda de calor sem precedentes de junho.

Só em França e na Alemanha, as faturas de eletricidade aumentaram mais de 700 milhões de euros em apenas uma semana, à medida que a procura de energia para arrefecimento disparou, obrigando estes países a recorrer novamente ao gás para satisfazer a procura, segundo uma nova análise da ONG ambiental [**350.org**](http://350.org %28fonte em inglês%29/)

A situação levantou novas questões sobre se o sistema europeu de «ordem de mérito» – em que a fonte de eletricidade mais cara necessária para satisfazer a procura, normalmente o gás, fixa o preço para toda a rede – pode ser compatível com um futuro dominado pelas energias renováveis.

Investir na construção de capacidade suficiente de armazenamento e em energias renováveis para retirar o gás da equação de formação de preços poderá ser a solução a longo prazo, mas os recentes picos de preços mostram como a Europa ainda tem muito caminho a percorrer.

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