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França sufoca com nova vaga de calor, agravam-se restrições de água

O termómetro de uma farmácia marca 43 graus Celsius em Paris, quarta-feira, 29 de julho de 2026, em plena vaga de calor.
Termómetro de uma farmácia indica 43 graus Celsius em Paris, quarta-feira, 29 de julho de 2026, em plena onda de calor Direitos de autor  AP Photo
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De Laure Valentin
Publicado a Últimas notícias
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Setenta e oito departamentos franceses estão sob alerta laranja devido à canícula, do Rhône aos Hauts-de-Seine, Calvados e Finistère. A seca prolongada leva as autoridades a impor sucessivas restrições ao uso da água.

França enfrenta um novo episódio de calor intenso. Na quarta-feira, a onda de calor estende-se a grande parte do território, com 78 departamentos sob alerta laranja. Em várias regiões, as temperaturas vão ultrapassar os 35 graus, enquanto o mercúrio poderá, em alguns locais como a Córsega, superar os 40 ºC na quinta-feira.

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Este calor persistente complica o dia a dia dos habitantes. Em Bordéus, como no resto do país, muitos são obrigados a manter as janelas fechadas durante o dia e a limitar as deslocações às horas de menor calor. As noites também continuam difíceis, com temperaturas que custam a descer, sobretudo no oeste do país.

Perante estas condições, as autoridades recomendam beber água regularmente, permanecer em locais frescos e proteger sobretudo as pessoas vulneráveis, como idosos e crianças pequenas. Uma alimentação rica em fruta e legumes e banhos de água fresca podem também ajudar a suportar melhor as temperaturas elevadas.

Mas a onda de calor não é a única fonte de preocupação. A falta de precipitação (fonte em francês)agrava a seca. Os solos continuam extremamente secos e os pequenos cursos de água enfrentam uma situação particularmente preocupante. Segundo o OFB, o Instituto Francês da Biodiversidade, cerca de 1 400 cursos de água estarão secos. (fonte em francês) As restrições ao uso da água já afetam uma vasta maioria da população da França continental e da Córsega.

Esta sucessão de episódios de calor, mais frequentes e mais intensos num contexto de aquecimento global, evidencia as dificuldades crescentes para as quais a França tem de se preparar. O regresso a temperaturas mais suportáveis não é esperado antes do fim de semana.

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