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Sérvia: equipas de emergência lutam para controlar incêndio florestal ativo há semanas

Fumo de um incêndio florestal em Deliblatska Peščara, a noroeste de Belgrado, 20 de agosto de 2026
Fumo de um incêndio florestal na Deliblatska Peščara, a noroeste de Belgrado, 20 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Foram emitidos avisos para condições extremas em grande parte dos Balcãs, com as autoridades a alertarem para o regresso do calor abrasador que tem varrido a Europa neste verão.

Um incêndio florestal na Sérvia, que arde há semanas numa vasta reserva natural, obrigou à retirada de habitantes esta quinta-feira, com as equipas de combate a incêndios a lutarem para controlar as chamas, segundo a comunicação social estatal.

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Desde o início de agosto, o fogo tem consumido grandes áreas da reserva florestal de Deliblatska Peščara, cerca de 60 quilómetros a leste de Belgrado.

Com as temperaturas a chegarem aos 39 ºC em partes do país esta quinta-feira, a televisão pública RTS informou que uma pequena aldeia na periferia da reserva foi evacuada depois de ventos fortes empurrarem as chamas em direção às habitações.

“A situação continua difícil”, afirmou o ministro do Interior, Ivica Dačić, mas adiantou que, até agora, não havia registo de danos.

Um avião russo de combate a incêndios Ilyushin chegou na noite de quarta-feira, após um pedido de assistência de Belgrado, numa altura em que as condições de onda de calor regressaram aos Balcãs, alimentando dezenas de fogos na região.

Avião russo Il-76 de combate a incêndios combate um fogo florestal em Deliblatska Peščara, 20 de agosto de 2026
Avião russo Il-76 de combate a incêndios combate um fogo florestal em Deliblatska Peščara, 20 de agosto de 2026 AP Photo

O avião russo, com capacidade para 42.000 litros de água, foi visto por jornalistas a lançar água sobre partes do incêndio, sob o olhar de habitantes locais na tarde de quinta-feira.

Mas Dačić disse que, mesmo após várias passagens, o fogo continuava perigoso.

“Poucas pessoas têm verdadeira noção da gravidade da situação, por causa da areia, do calor e das temperaturas extremas”, afirmou.

Alertas para condições extremas foram emitidos para a maior parte dos Balcãs, com as autoridades a avisarem para o regresso do calor sufocante que tem varrido a Europa este verão.

A Europa tem enfrentado uma vaga de incêndios florestais alimentados por temperaturas elevadas e vegetação extremamente seca, devido a um verão historicamente quente que já contribuiu para a morte de milhares de pessoas.

Cientistas atribuem as ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes às alterações climáticas provocadas pela atividade humana.

Outras fontes • AFP

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