A ministra da Educação, Simona Mohamsson, disse em conferência de imprensa que o governo vai criar uma comissão sobre ataques em escolas “que apresentará novas medidas para evitar futuros ataques escolares”.
A Suécia vai criar uma comissão para prevenir ataques em escolas, anunciou o governo esta segunda-feira, poucos dias depois de uma rapariga de 17 anos ter sido morta e três pessoas ficarem feridas por um agressor armado com uma espada num liceu.
O ataque à escola na pequena localidade de Fagersta, na sexta-feira, foi o mais recente de vários incidentes mortais em estabelecimentos de ensino na última década.
A ministra da Educação e Integração, Simona Mohamsson, afirmou numa conferência de imprensa, esta segunda-feira, que o governo vai nomear uma comissão sobre ataques em escolas “que irá propor novas medidas para prevenir futuros ataques em estabelecimentos de ensino”.
“Nos últimos anos, a Suécia registou vários ataques graves e mortais em escolas”, afirmou Mohamsson.
“A ideia de uma escola totalmente aberta é boa, mas a realidade significa que não podemos permitir que pessoas não autorizadas tenham acesso livre às nossas escolas”, acrescentou.
Mohamsson disse que não queria especular sobre que alterações essa comissão poderá recomendar.
A polícia afirmou, durante o fim de semana, que continua a investigar a motivação para o ataque de sexta-feira.
Os agentes dispararam contra o suspeito de 18 anos antes de o deterem. No fim de semana, acrescentaram que continuam a investigar o motivo desse ataque.
Meios de comunicação suecos noticiaram que o autor tinha já uma condenação por agressão e que usava um capacete e empunhava uma espada, numa imagem que lembra o ataque de 2015 a uma escola na cidade ocidental de Trollhättan, em que um jovem de 21 anos matou três pessoas num ataque com motivação racial.
Em fevereiro de 2025, um homem de 35 anos matou 10 pessoas num centro de educação de adultos em Örebro.
Em março de 2022, um estudante de 18 anos matou à facada dois professores numa escola secundária na cidade de Malmö, no sul do país.